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Afirma que não deve haver “atrasos” nem “indulgência” nas sentenças contra “os afiliados ao inimigo agressor” MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã reforçaram nesta segunda-feira que não deve haver atrasos na prolação de sentenças contra aqueles que cometeram “crimes” ligados à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático, que correm o risco de serem condenados à pena de morte.
“Não devemos demorar nem mostrar indulgência na execução das sentenças definitivas contra aqueles que, durante a guerra e os distúrbios, cometeram crimes e se aliaram ao inimigo agressor”, afirmou o chefe do sistema judicial iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei.
Assim, ele ressaltou que “dadas as condições de guerra, é essencial acelerar o andamento e a conclusão dos processos contra indivíduos acusados de ameaçar a segurança pública”. “Acelerar esses processos não implica negar a precisão nem a aplicação do Estado de Direito”, argumentou.
Ejei destacou ainda que as autoridades devem garantir que, mesmo nesta situação, não haja “interrupções” nos processos judiciais em andamento, conforme informou a agência de notícias iraniana Tasnim. “Sob nenhuma circunstância as pessoas devem sentir que há assuntos que não foram concluídos”, acrescentou.
As palavras de Ejei foram proferidas menos de um dia depois de as autoridades iranianas terem informado da detenção de 500 pessoas por supostas atividades de espionagem e colaboração com meios de comunicação “anti-iranianos”.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Watch in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
A ofensiva foi lançada em meio a um novo processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, o que levou Teerã a responder atacando território israelense e interesses americanos na região do Oriente Médio, incluindo bases militares.
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