Europa Press/Contacto/Eric Dubost
MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Anticorrupção da Ucrânia decretou nesta sexta-feira prisão preventiva durante os próximos 60 dias, sob fiança de quase sete milhões de grivnas (cerca de 140.000 euros), para Volodimir Kompanichenko, chefe da delegação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) em Yitomir.
Kompanichenko foi detido na quarta-feira juntamente com o comandante da Força Aérea, Andri Ukrainets, no mesmo dia em que o presidente Volodimir Zelenski anunciou uma “purga” dos serviços de segurança do país daqueles funcionários “cujos interesses não são os da Ucrânia”.
Kompanichenko é acusado de receber subornos e de participar de um esquema de desvio de fundos por meio de contratos públicos para a construção de abrigos e instalações militares, informa a imprensa ucraniana.
Zelenski teve que enfrentar, desde quase o início da invasão russa, vários casos de corrupção, alguns deles tão sonados como a operação “Midas”, que envolve vários cargos de seu governo, entre eles o ex-ministro da Energia, Herman Galushchenko, e pessoas de seu círculo próximo, como Timur Mindich.
Apesar de a Ucrânia ter apresentado algumas melhorias na luta contra a corrupção, as agências de medição a colocam muito abaixo de seus vizinhos, classificando-a como o segundo país mais corrupto de toda a Europa, atrás apenas da Rússia, de acordo com a Transparência Internacional.
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