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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, advertiu nesta terça-feira que Washington não permitirá que a China ponha em risco as operações no Canal do Panamá e que responderá às "ameaças" de Pequim em colaboração com o país centro-americano.
"Com a ajuda do Panamá, recuperaremos o canal da influência chinesa e faremos isso junto com outros aliados e parceiros que pensam da mesma forma. É assim que a paz através da força se parece", enfatizou ele após se reunir com o presidente panamenho José Raúl Mulino.
Hegseth disse que Pequim não construiu o canal e não o opera, portanto também não o "transformará em uma arma". "Nosso relacionamento com o Panamá, especialmente em questões de segurança, continuará a se fortalecer nos próximos meses e anos. Ele está fortalecido para enfrentar o desafio crescente da China comunista", acrescentou.
Ele disse que os dois países trabalharam "juntos" para construir o canal. "Trabalhadores de ambos os países deram suas vidas durante sua construção. Temos orgulho de nossa história compartilhada e estamos entusiasmados com nosso futuro compartilhado", disse ele.
Além da situação do canal, Hegseth discutiu com o presidente panamenho outras questões, como a luta contra o crime organizado, a segurança cibernética, a assistência técnica, os avanços na segurança das fronteiras e a gestão da migração.
Em janeiro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, gerou polêmica ao colocar em discussão a possibilidade de usar as forças armadas para controlar o canal, uma importante rota de 82 quilômetros de extensão que atravessa o istmo panamenho e por onde passam cerca de 6% do comércio mundial.
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