Publicado 30/04/2026 02:45

O chefe do Gabinete da Argentina nega ter cometido crimes e afirma que não renunciará ao cargo

Milei demonstra seu apoio a Adorni com sua presença na sessão e entoando o grito de “Vamos, Manuel!”

29 de abril de 2026, Buenos Aires, Província de Buenos Aires, Argentina: O chefe de gabinete MANUEL ADORNI apresenta o relatório de gestão no Congresso Nacional da Argentina.
Europa Press/Contacto/Silvana Safenreiter

MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -

O chefe do Gabinete de Ministros da Argentina, Manuel Adorni, garantiu nesta quarta-feira não ter cometido “nenhum crime” e ressaltou que não tem intenção de deixar o cargo durante uma longa e intensa sessão na Câmara dos Deputados do país sul-americano, no contexto das acusações contra ele por suposto enriquecimento ilícito.

“Não cometi nenhum crime e vou provar isso na Justiça”, concluiu o chefe do Gabinete argentino ao encerrar um discurso inicial de mais de uma hora e meia de duração, no qual, ao ser questionado se iria renunciar ao cargo, garantiu que não pretende fazê-lo.

“Quero deixar claro a todos que não. Pelo contrário, estou aqui assumindo minha responsabilidade. O presidente da nação me confiou a honra e a responsabilidade de coordenar o Gabinete de ministros do governo mais reformista da história. Vou continuar trabalhando para concretizar o sonho de uma Argentina diferente”, argumentou, agradecendo a presença na sala do chefe de Estado, Javier Milei, ao lado da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e de outros ministros.

A presença do inquilino da Casa Rosada, que se acomodou na tribuna da referida Câmara para ouvir a exposição do relatório de gestão governamental no Parlamento, representou uma demonstração de apoio da cúpula governante a Adorni, a quem o próprio Milei animou entre aplausos e gritos de “Vamos, Manuel!”. Tudo isso em meio a uma investigação em andamento contra o dirigente do Rio da Prata por suposto enriquecimento ilícito, após terem vindo à tona informações relativas ao seu patrimônio e gastos com viagens.

A esse respeito, o chefe de Gabinete afirmou ter cumprido suas obrigações reguladas pela lei de ética pública, ao mesmo tempo em que lembrou que “ainda” não venceu “o prazo” de sua “declaração juramentada”, pelo que, indicou, “será nesse momento que será apresentado o detalhamento correspondente” de seu patrimônio.

“Os bens que compõem o patrimônio do meu grupo familiar estão incluídos no anexo confidencial (...) que se encontra na Secretaria Anticorrupção e contém informações confidenciais, de acordo com o regime normativo vigente”, enfatizou Adorni, ressaltando, por sua vez, que “somente mediante uma intimação judicial” esse anexo pode ser divulgado.

“Todas as questões que fazem parte de um processo judicial em andamento devem ser resolvidas nesse âmbito”, concluiu o chefe do Gabinete argentino.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado