Publicado 27/05/2026 23:49

O chefe do FBI prevê um aumento das tentativas de repressão transnacional nos EUA durante a Copa do Mundo

13 de maio de 2026, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: O diretor do FBI, KASH PATEL, discursa durante a 38ª Vigília Anual à Luz de Velas no National Mall, em homenagem aos agentes da lei mortos no cumprimento do dever.
Europa Press/Contacto/Matt Kaminsky

MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -

O diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), Kash Patel, afirmou nesta quarta-feira que prevê um aumento nas tentativas de repressão transnacional por parte de “governos estrangeiros hostis” durante a Copa do Mundo de futebol, que será realizada neste verão em conjunto com o México e o Canadá.

“Governos estrangeiros hostis tentam deliberadamente intimidar, silenciar e até mesmo assassinar, em território americano, pessoas que consideram uma ameaça aos seus regimes. Essas atividades ilegais e antidemocráticas são denominadas ‘repressão transnacional’”, explicou Patel em uma mensagem nas redes sociais.

No entanto, ela garantiu que “o FBI conta com um rigoroso programa para combater essa ameaça, realizando investigações exaustivas para caçar os autores desses crimes”, tarefa para a qual conta com “equipes de trabalho interinstitucionais” que, distribuídas em 56 escritórios locais, “combatem atividades de contra-espionagem”, enquanto algumas, como a de Filadélfia, “contam com grupos de trabalho específicos para a repressão transnacional”.

No entanto, destacou o “amplo trabalho de divulgação” do Departamento para “sensibilizar o público”, ao qual incentivou a “manter-se alerta” após afirmar que “é possível” que ocorra “um aumento” nas tentativas de repressão transnacional, “dado que milhões de pessoas visitarão os Estados Unidos nos próximos dois meses por ocasião do torneio da FIFA”.

Diante dessa conjuntura, Patel lembrou à população que “pode ajudar atuando como um par de olhos e ouvidos a mais e informando qualquer atividade suspeita” ao FBI.

Os Estados Unidos acusaram em várias ocasiões o Irã de realizar operações desse tipo no país norte-americano e, de fato, o Departamento de Justiça apreendeu em março vários sites destinados a “operações psicológicas e repressão transnacional” supostamente ligados à inteligência iraniana. No entanto, as últimas ações das autoridades americanas a esse respeito também incluíram operações contra cidadãos chineses e russos.

Além disso, cabe destacar que, no âmbito da Copa do Mundo de futebol, as autoridades americanas têm dificultado a concessão de vistos ao Irã, com cujo governo mantêm um conflito prolongado, acirrado pelas duas guerras vividas nos últimos doze meses, a última delas ainda em curso e marcada por um cessar-fogo que, nas últimas semanas, não impediu ataques supostamente defensivos por parte dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado