Europa Press/Contacto/Maayan Toaf/Israel Gpo
MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou nesta quarta-feira que “não há cessar-fogo” no sul do Líbano, onde os militares israelenses continuam posicionados e realizando ataques — oficialmente direcionados ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah —, e garantiu que suas tropas, às quais lembrou sua “liberdade de ação”, não sairão do território libanês “até que seja garantida a segurança a longo prazo das comunidades do norte” de Israel.
“Na linha de frente, não há cessar-fogo; vocês continuam lutando para eliminar as ameaças diretas e indiretas às comunidades do norte, desmantelar a infraestrutura terrorista e localizar e abater terroristas”, declarou Zamir durante uma visita aos soldados posicionados na cidade libanesa de Taibé, segundo reportagem do jornal ‘The Times of Israel’.
De lá, o líder militar garantiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) não se retirarão “até que a segurança a longo prazo das comunidades do norte” de Israel seja garantida. “A missão que nos foi confiada pelo alto comando político é posicionarmo-nos ao longo da linha para impedir o fogo direto contra as comunidades. Conseguimos isso; esta é a linha em que nos encontramos. É possível que tenhamos que permanecer nela”, afirmou, referindo-se à chamada “linha amarela” que, assim como na Faixa de Gaza, o Exército israelense utiliza para delimitar uma área de operações de suas tropas em território alheio.
Além disso, o chefe do Estado-Maior prometeu que “qualquer ameaça, em qualquer lugar”, contra essas comunidades ou contra as “forças” israelenses, “mesmo além da linha amarela e ao norte do rio Litani, será eliminada”. “Vossa missão e dever é agir com liberdade de ação e eliminar qualquer ameaça”, exortou aos militares mobilizados.
Zamil ressaltou, nesse sentido, que, “nesta fase”, as FDI não estão “avançando além da linha”, mas continuarão “agindo e eliminando ameaças sem restrições”. “As forças no terreno continuam operando, e não há restrições para destruir infraestrutura e abater terroristas”, insistiu.
O chefe das Forças Armadas israelenses assim esbatou os limites temporais e geográficos da campanha militar iniciada no último dia 2 de março, depois que o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta à morte do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã. Nestes quase dois meses, 2.576 pessoas morreram e 7.962 ficaram feridas em ataques do Exército israelense, de acordo com os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde libanês.
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