MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O chefe do exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que a liderança militar continuará a expressar sua posição "sem medo", bem como "de forma objetiva, independente e profissional", após as críticas feitas contra ela por sua rejeição à possível ocupação da Faixa de Gaza, que está sendo considerada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
"Continuaremos a agir com responsabilidade, integridade e determinação, priorizando apenas o bem do estado e sua segurança", disse ele na quinta-feira durante uma reunião com oficiais militares seniores em uma declaração publicada pelo exército israelense.
Zamir disse que a "cultura da discordância é uma parte inseparável da história do povo de Israel". "É um componente vital da organização da IDF, tanto interna quanto externamente", argumentou, acrescentando que "não se trata de teoria", mas "trata-se de vida e morte e da defesa do Estado".
Nas últimas horas, a tensão cresceu dentro do gabinete e da liderança militar sobre a possibilidade de Netanyahu anunciar um possível plano para ocupar totalmente Gaza, uma medida rejeitada por Zamir devido à situação dos reféns ainda mantidos no enclave palestino.
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, saiu em defesa do chefe do exército no dia anterior, alegando que "é direito e dever do chefe do estado-maior expressar sua opinião", embora as decisões relevantes sejam tomadas posteriormente dentro do governo.
Uma reunião do gabinete israelense está agendada para quinta-feira, em uma reunião que poderá decidir se a ofensiva contra o enclave palestino será ampliada, incluindo potencialmente uma ocupação total da Faixa, de acordo com relatos da mídia israelense no início da semana.
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