POLICÍA DE REDMOND, WASHINGTON, EN X - Arquivo
MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu às autoridades dos Estados Unidos que “repensem” sua política migratória para garantir a realização de uma Copa do Mundo “digna e segura” para toda a população, um evento esportivo que terá início nesta quinta-feira e se estenderá até 19 de julho.
Turk, que alertou em um comunicado que o perfil racial, bem como a atitude “agressiva” das forças de segurança, já “estão afetando as equipes”, expressou a importância de “abordar essas questões para evitar que elas ofusquem o torneio”, que também será realizado no México e no Canadá.
“Espera-se que os eventos esportivos de grande porte sejam aqueles em que o mundo se une em paz”, indicou, ao mesmo tempo em que afirmou que a tradição mostra que isso deve levar a “todo tipo de trégua”. “É claro que a Copa do Mundo deve proporcionar um ambiente digno e seguro para os jogadores e as seleções que competem, mas também para seus torcedores e toda a sociedade”, observou.
Suas palavras surgem em um momento em que aumenta a tensão entre os Estados Unidos e o Irã, inclusive no âmbito esportivo, depois que Teerã avisou que a seleção iraniana abandonará a competição caso ocorram protestos no estádio contra seus dirigentes. Além disso, o Irã transferiu seu acampamento base da cidade norte-americana do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana, e sua equipe só poderá viajar no dia da partida para disputar seus jogos em solo norte-americano.
A isso se soma a situação do árbitro somali Omar Artan, a quem as autoridades dos Estados Unidos negaram a entrada no país, onde ele estava escalado para arbitrar jogos da Copa do Mundo de Futebol.
Os torcedores também foram afetados, alguns deles vindos de países como Marrocos e que tiveram seus vistos negados ou revogados, apesar dos altos custos. Para Turk, tudo isso aumenta as “preocupações” sobre as ações policiais e as políticas migratórias impulsionadas pelo governo do presidente Donald Trump.
Por isso, ele instou a “parar de desumanizar” os migrantes e enfatizou que a responsabilidade pelo respeito aos direitos humanos recai sobre os países que sediam os jogos. “Espero que toda essa desumanização chegue ao fim. Ninguém se beneficia com essas narrativas, que dividem e polarizam”, lamentou.
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