Publicado 24/07/2026 07:46

O chefe de Direitos Humanos da ONU pede a evacuação de cerca de 6.000 marinheiros que continuam presos em Ormuz devido à guerra

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de navios no Estreito de Ormuz.
Wen Xinnian / Xinhua News / Europa Press / Contact

MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, solicitou nesta sexta-feira a evacuação de cerca de 6.000 marinheiros que continuam retidos no Estreito de Ormuz, à medida que prossegue a ofensiva contra o Irã e o bloqueio das embarcações, que não conseguem navegar com segurança para deixar o Golfo Pérsico.

“Peço a todos os Estados e atores relevantes que garantam com urgência a proteção dos marinheiros retidos, o que inclui assegurar o acesso efetivo à assistência consular, aos suprimentos e serviços essenciais, bem como facilitar as evacuações e repatriações”, afirmou a porta-voz de Turk, Shabia Mantoo, em uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

Assim, ela lamentou que o número possa ser maior, já que muitos outros trabalhadores estão desaparecidos. “Acredita-se que eles estejam presos no Golfo Pérsico em diversos navios de menor porte ou que ainda não tenham sido localizados”, afirmou ela, segundo um comunicado.

A porta-voz da Turk denunciou que alguns deles foram “abandonados” em alto mar “sem apoio, sem possibilidade de repatriação e até mesmo sem o pagamento dos salários devidos”. “Temos conhecimento de pelo menos nove navios, com 93 tripulantes a bordo, abandonados na região desde o início da guerra”, acrescentou.

“Os marinheiros foram deixados a bordo de seus navios à própria sorte, sem alimentos, água, combustível, atendimento médico, eletricidade nem meios para se comunicarem com suas famílias. Eles enfrentam um isolamento e confinamento prolongados em uma zona de conflito, com incerteza quanto à sua segurança e desembarque, o que coloca em grave risco seu bem-estar físico e mental”, explicou.

“Esses trabalhadores continuam expostos às hostilidades, já que os ataques mortais no Estreito persistem, enfrentando riscos iminentes de morte ou ferimentos”, afirmou, antes de informar que já são 17 tripulantes mortos desde o início do conflito.

É por isso que ele ressaltou que “os ataques contra navios civis são inaceitáveis e devem cessar”. “Eles estão protegidos pelo Direito Internacional”, afirmou Mantoo, que destacou que a ONU está “preocupada com a situação” atual na região, mas também no Mar de Azov e no Mar Negro. “Os marinheiros têm o direito de escolher ou aceitar livremente um emprego, o que inclui a decisão de navegar ou continuar navegando em zonas de alto risco”, esclareceu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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