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MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, assegurou nesta quinta-feira que as "obrigações" de Israel na Faixa de Gaza são "claras" após o parecer consultivo emitido pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), que afirma que o país "tem a obrigação" de "aceitar e facilitar" a entrega de ajuda ao enclave palestino.
"Suas obrigações de acordo com a lei internacional são mais do que claras. Isso começa com o direito dos Territórios Palestinos Ocupados de obter suprimentos essenciais para garantir sua sobrevivência", disse Turk, acrescentando que isso é algo que "Israel deve garantir como uma potência ocupante".
A decisão também confirma que a lei internacional "se aplica a esses territórios" e que Israel "deve respeitar, proteger e cumpri-la em relação aos palestinos". "A corte destaca especificamente o direito de viver e de estar livre de maus-tratos e tortura, em segurança. Também à liberdade de movimento, saúde, educação, proteção da família e não discriminação, bem como à autodeterminação", disse ele.
"Israel deve cumprir a lei internacional e fazer melhorias diante da terrível situação humanitária no local. Outras partes envolvidas também devem cumprir suas obrigações de acordo com a lei internacional", enfatizou.
"Isso significa salvar vidas, em vez de colocar as pessoas em risco, e encher Gaza de ajuda. Esse deve ser o primeiro passo para a recuperação e a reconstrução, para que o cessar-fogo possa ser transformado em uma paz duradoura", disse ele.
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