Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad
MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Volker Turk, apontou diretamente para Israel como responsável direto pela situação de fome declarada pela ONU nesta sexta-feira na província de Gaza, começando pela Cidade de Gaza, a cidade mais populosa do enclave, e aponta para evidências de um crime de guerra perpetrado pelo exército israelense.
"A fome declarada hoje pela Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) em Gaza é o resultado direto das ações tomadas pelo governo israelense", disse Turk em uma declaração condenatória.
O chefe humanitário da ONU acusa o governo de "restringir ilegalmente a entrada e a distribuição de ajuda humanitária e outros bens essenciais para a sobrevivência da população civil na Faixa de Gaza".
Ele ainda responsabiliza o exército israelense por destruir "infraestruturas civis vitais" para evitar "as mortes por fome e desnutrição observadas até agora" e por arrasar "quase toda a área agrícola" do enclave, proibindo as atividades de pesca que poderiam alimentar as centenas de milhares de pessoas em campos de deslocados na costa central do país e "deslocando a população à força".
Todos esses fatores levaram à atual situação de fome, destacou Turk, antes de lembrar que o uso da fome como método de combate é um crime de guerra e que as mortes resultantes também podem constituir outro crime de guerra, o de assassinato premeditado.
"As autoridades israelenses devem tomar medidas imediatas para acabar com a fome na província de Gaza e evitar mais perdas de vidas na Faixa de Gaza, e devem garantir a entrada imediata de assistência humanitária em quantidades suficientes e acesso total à ONU e a outras organizações humanitárias", acrescentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático