MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
O comandante das Forças Democráticas da Síria (SDF), Mazloum Abdi, revelou nesta sexta-feira que o grupo curdo-árabe estabeleceu contato "direto" com a Turquia e não se opõe a se reunir com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
"Agora temos um acordo temporário (de cessar-fogo) de dois meses e meio com a Turquia, que esperamos que se torne permanente. Temos relações diretas e canais de comunicação com a Turquia e esperamos que essas relações se desenvolvam", disse ele em uma entrevista à Shams TV, com sede na capital do Curdistão iraquiano, Erbil.
Perguntado se ele se encontraria com Erdogan em breve, ele disse que não tinha tal reunião em sua agenda "no momento". Quanto ao fato de ter alguma objeção a se reunir com ele, ele simplesmente respondeu que não tinha "nenhuma objeção".
Essas declarações foram feitas apenas um dia depois que Erdogan culpou as SDF pelo adiamento de uma troca de prisioneiros que estava programada para quarta-feira em Aleppo, como parte de um pacto, e as acusou de empregar "táticas de atraso", embora as forças curdo-árabes tenham denunciado Damasco por violar o pacto ao se recusar a "libertar os prisioneiros" da brigada feminina das Unidades de Proteção das Mulheres (YPJ).
Em meados de dezembro de 2024, a SDF, apoiada por Washington, anunciou que havia chegado a um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA com rebeldes apoiados pela Turquia na cidade síria de Manjib, após o início dos combates durante a ofensiva que derrubou o regime de Bashar al-Assad.
Cerca de três meses depois, em março, Abdi assinou um acordo com o presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, para integrar as instituições autônomas curdo-árabes do nordeste da Síria ao Estado sírio.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático