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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O chefe da Polícia da cidade de Minneapolis, Brian O'Hara, nomeado para o cargo com o objetivo de supervisionar as reformas no corpo policial após o assassinato de George Floyd pelas mãos de um policial, apresentou sua demissão em meio a uma investigação contra ele por conduta sexual imprópria, após terem vindo à tona acusações de relações sexuais com uma subordinada.
“Há vários meses, a investigação foi concluída e recebemos um relatório indicando que as acusações não tinham fundamento. No entanto, recebi hoje um relatório com os resultados de uma investigação adicional que aponta que O'Hara interferiu no processo”, explicou em coletiva de imprensa o prefeito de Minneapolis, cidade localizada no estado de Minnesota.
Nesse sentido, ele detalhou que “ele apagou intencionalmente o contato de uma pessoa de seu telefone oficial, numa tentativa de ocultar dos investigadores essa evidência de sua relação com essa pessoa”. “Apesar de ter recebido a ordem de não falar sobre a investigação com ninguém, ele comentou com outro funcionário municipal que seu celular havia sido confiscado”, precisou.
Apesar disso, Frey indicou que tal “interferência não altera a conclusão final do relatório” sobre conduta sexual imprópria, embora constitua uma “violação da confiança”. “Eu o informei de que haveria medidas disciplinares, que poderiam incluir a demissão, e ele renunciou ao cargo”, afirmou.
George Floyd morreu em 25 de maio de 2020, asfixiado pelo então policial Derek Chauvin. Floyd ficou nove minutos com o rosto no chão e o pescoço sob o joelho do policial Derek Chauvin, até perder a consciência e, posteriormente, falecer por asfixia.
Seu assassinato ocorreu durante o primeiro mandato de Donald Trump. Os protestos nacionais sob o lema “I can’t breathe” (“Não consigo respirar”, as últimas palavras de Floyd) se espalharam por todos os Estados Unidos, reforçando ainda mais o movimento Black Lives Matter.
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