MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe da Polícia de Israel, Daniel Levy, garantiu nesta quarta-feira que respeitará a decisão da Suprema Corte de Justiça, que paralisou novamente a demissão do chefe do Shin Bet, Ronen Bar, e deu às partes até 20 de abril para chegarem a um acordo sobre sua demissão antes que o tribunal dê sua sentença.
Ele fez essa declaração durante uma coletiva de imprensa da qual participou junto com o ministro ultranacionalista da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, um claro defensor da demissão de Bar, apesar dos protestos contra essa medida.
"Como você pode pensar que o comissário de polícia não cumprirá a lei e não seguirá as decisões judiciais?", disse Levy em resposta às perguntas da imprensa, que questionou a suposta influência do ministro sobre o próprio chefe de polícia.
A situação provocou um confronto entre Levy e Ben Gvir, com o último interrompendo o policial. "Você está sendo provocado", disse o ministro, não permitindo que Levy terminasse a frase que havia começado, de acordo com o The Times of Israel.
O próprio Ben Gvir indicou no passado que Bar deveria "estar na prisão" depois que surgiram relatos de uma suposta investigação do Shin Bet, a agência de inteligência interna de Israel, sobre a possível infiltração de figuras extremistas de direita na força policial por ordem do próprio ministro.
O líder da oposição dos Democratas, Yair Golan, aplaudiu a posição de Levy, mas advertiu que era preciso "ação", "não apenas palavras". "Cumprir os veredictos da Suprema Corte é uma questão básica, mas o estado de direito não termina aí, ele exige que se evite a obstrução de qualquer investigação, que se proteja quem está investigando e que se mantenha a independência, especialmente em casos que envolvam o primeiro-ministro em questões como o Qatar.
Na semana passada, o governo nomeou o ex-comandante da marinha israelense, vice-almirante Eli Sharvit, para suceder Bar, que foi demitido depois que o primeiro-ministro disse que havia perdido a confiança nele após os ataques de 7 de outubro ao território israelense pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras facções palestinas.
A demissão de Bar foi criticada pela oposição e por alguns membros do público, que a consideram uma punição pela investigação do serviço de inteligência que revelou um suposto esquema de corrupção entre o governo, o Catar e o financiamento do Hamas.
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