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O governo anuncia Fredy López Mendoza como seu substituto e destaca que “este é um momento de agir com firmeza”
MADRID, 7 set. (EUROPA PRESS) -
O chefe da Polícia Nacional do Peru (PNP), Óscar Arriola, anunciou sua renúncia ao cargo em meio às críticas ao aumento da criminalidade no país, em seguida, o governo de Keiko Fujimori anunciou que Fredy López Mendoza, até então chefe do Estado-Maior da corporação, assumirá o comando do órgão.
O primeiro-ministro peruano, Luis Galarreta, afirmou no Palácio do Governo que “o general da Polícia Nacional Fredy López Mendoza será nomeado para substituir o general Arriola no cargo correspondente”. “Essa nomeação também atende a uma transferência, repito, institucional”, afirmou.
Galarreta afirmou que o Estado “não pode permitir” o desafio da criminalidade e destacou que “este é um momento de agir com firmeza, apoiar o trabalho constitucional da nossa Polícia Nacional e dotá-la de novas ferramentas tecnológicas e recursos”, de acordo com um comunicado divulgado pelo Executivo.
Assim, ele explicou que a nomeação de López Mendoza visa garantir uma transição “respeitosa” no seio da PNP, ao mesmo tempo em que reiterou que o objetivo do Governo “é único e não admite ambivalências”. “Defender a vida humana e construir de forma definitiva um Peru seguro”, argumentou.
O primeiro-ministro do Peru antecipou ainda que o Governo apresentará, nas próximas semanas, ações e estratégias destinadas a reforçar a luta contra a criminalidade, no âmbito das políticas de Fujimori, que assumiu, no final de julho, o cargo de presidente do país sul-americano.
Por sua vez, Arriola afirmou, após apresentar sua renúncia, que é necessário que os policiais não abandonem sua missão. “Continuem em frente, eles não podem nos derrotar. Nunca fomos derrotados nem pelo terrorismo nem por qualquer forma de criminalidade organizada. Desta vez não será a exceção”, afirmou, segundo informou a agência estatal de notícias peruana, Andina.
A renúncia de Arriola ocorre em meio a críticas à sua gestão à frente da Polícia e diante de dados que apontam para cerca de 150 homicídios em todo o país desde 28 de julho, data da posse de Fujimori, e aos apelos por sua renúncia após o sequestro, no final de agosto, de um empresário em Trujillo (noroeste), evento que resultou em quatro mortos.
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