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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Mike Banks, anunciou nesta quinta-feira sua renúncia “imediata”, alegando motivos pessoais, no que representa a mais recente reorganização da cúpula das forças de imigração do governo de Donald Trump.
“Já era hora”, afirmou ele em declarações à emissora conservadora Fox News, nas quais informou sobre o caráter “imediato” de sua decisão.
Banks, que reiterou que “após 37 anos, é hora de aproveitar a família e a vida”, defendeu seu legado à frente da agência. “Sinto que endireitei o rumo, passando de uma fronteira caótica, desastrosa e insegura para a fronteira mais segura que este país já viu”, declarou.
Pouco depois, o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras, Rodney Scott, confirmou em declarações ao canal NBC News a renúncia de Banks, agradecendo-lhe por “suas décadas de serviço” ao país norte-americano.
“Durante sua gestão, a fronteira passou do caos para se tornar a fronteira mais segura já registrada”, garantiu Scott, antes de parabenizar Banks “por sua segunda aposentadoria após retornar ao serviço durante um dos períodos mais difíceis para a segurança de fronteira”.
“Desejamos o melhor para ele e sua família”, acrescentou.
A saída de Banks ocorre apenas dois meses após o ex-senador republicano Markwayne Mullin ter assumido o cargo de secretário de Segurança Nacional, que supervisiona as atividades da Patrulha de Fronteira, bem como do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
Essas agências participaram de batidas de imigração realizadas principalmente em cidades governadas por democratas, provocando um aumento nas detenções e até mesmo o assassinato a tiros de dois cidadãos americanos em Minneapolis este ano, pelas mãos de agentes federais de imigração.
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