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MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, citou nesta quarta-feira como exemplo para a Venezuela a transição espanhola após a morte de Francisco Franco em 1975, defendendo assim que cooperem com a até recentemente “número dois” de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez. “Todos queremos algo imediato, mas (...) são coisas complexas e vimos que isso funciona. Cito o exemplo do Paraguai e da Espanha. E há outros países onde há uma transição da autocracia para a democracia”, declarou em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado. O chefe da diplomacia americana acrescentou durante sua intervenção que “em alguns casos há altos e baixos, mas até agora está indo na direção certa” e enfatizou que “ainda há trabalho a ser feito”.
Rubio, que deixou de lado suas ameaças anteriores de uma nova intervenção militar se Caracas não acatasse as pretensões de Washington, destacou que, graças às conversas “honestas, respeitosas, mas muito diretas” com o atual governo, danos maiores foram evitados.
Por sua vez, ele antecipou que “muito em breve” a presença diplomática dos Estados Unidos na Venezuela será restabelecida, dias após a nomeação da diplomata Laura Dogu como encarregada de negócios para o país latino-americano e várias fontes revelarem que a Agência Central de Inteligência (CIA) já está trabalhando no terreno para estabelecer os primeiros contatos.
Desde a captura de Maduro em 3 de janeiro, sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência do país latino-americano de forma interina, chegou a um acordo com o governo Trump para a venda de petróleo venezuelano e iniciou um processo de libertação de pessoas detidas, incluindo cidadãos venezuelanos e estrangeiros.
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