Europa Press/Contacto/Francisco Canedo
MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente cessante da Costa Rica, Rodrigo Chaves, nomeou novamente Laura Fernández como ministra da Presidência, cargo que ela ocupava antes de ter que renunciar para se candidatar às eleições realizadas neste domingo, e a três meses de assumir como chefe de Estado eleita.
“Que melhor demonstração de que estamos comprometidos em trabalhar juntos em uma transição sem solavancos, sem costuras, sem lacunas”, afirmou Chaves, que justificou sua decisão alegando a “enorme dificuldade” que seu antecessor, Carlos Alvarado, colocou em todos os momentos para dificultar a transferência do poder.
“Laura será a coordenadora do gabinete e poderá começar a priorizar comigo os programas que estão em execução”, acrescentou. Fernández, por sua vez, disse sentir “uma imensa alegria por voltar” e continuar trabalhando ao lado de Chaves, que tudo indica que poderá ocupar esse cargo durante o novo mandato.
Já durante a campanha, a presidente eleita deixou claro que gostaria de contar com Chaves em seu gabinete. “Farei todo o possível para que o senhor Rodrigo integre o próximo governo como ministro da Presidência”, chegou a dizer.
Com relação a esse convite, Chaves indicou durante o evento que ainda não pode confirmar se fará parte do novo gabinete até analisar com Fernández em que termos e condições assumiria um cargo, que se ocupa de articular a agenda do governo e o apoio administrativo e político ao chefe do Estado.
Chaves considerou como “uma opção muito interessante” a possibilidade de exercer o cargo de novo ministro da Presidência e afirmou que exercer como “subordinado” não lhe causa “nem alergia nem reação anafilática”.
“Ela foi minha subordinada e agora eu seria o subordinado, não tenho problema com isso”, disse Chaves, que garantiu que, apesar de ter “ofertas atraentes” para trabalhar no exterior, sua ideia é ficar na Costa Rica “até o dia da minha morte”, segundo o jornal local La Nación.
Caso a chegada de Chaves ao novo governo se concretize, ele não só assumiria um cargo estratégico — já que seria responsável por articular as reformas impulsionadas durante o novo mandato, muitas delas herdadas do seu —, mas também manteria sua imunidade, enquanto continua sendo investigado por corrupção.
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