PRESIDENCIA DE ARGENTINA - Arquivo
MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) da Argentina convocou uma reunião para esta quinta-feira a fim de definir uma greve nacional no dia 10 de abril para protestar contra o governo de Javier Milei após as últimas manifestações lideradas por aposentados.
Um representante do sindicato, Héctor Daer, informou ao jornal 'La Nación' que sua decisão se deve ao fato de que não houve progresso na reforma do sistema sindical no Congresso e à resposta do governo aos últimos protestos liderados por aposentados.
"Essas greves são para defender seus próprios interesses. Não há nada que mereça uma greve quando o desastre herdado foi corrigido, questões que eram até mesmo uma demanda permanente da sociedade", disse o porta-voz do governo, Manuel Adorni, em uma coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ele indicou que "nos últimos 40 anos" a única coisa que os sindicatos conseguiram foi aumentar "a informalidade do trabalho para níveis recordes", bem como a destruição dos salários dos trabalhadores". Adorni criticou o fato de os sindicatos não terem se manifestado em outros mandatos presidenciais, como o de Alberto Fernández.
"Como se trata de uma greve que conota questões de interesse estritamente pessoal para eles, fica claro que querem fazer isso para prejudicar o governo. De qualquer forma, eles não vão conseguir absolutamente nada", acrescentou o porta-voz do governo de Milei.
Por outro lado, ele descreveu como "bem-sucedida" a operação policial liderada pela Ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, na véspera das manifestações dos aposentados e dos líderes da oposição em torno do Congresso.
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