MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - O CESID elevou a “conhecimento superior” um contato que teria ocorrido por parte do rei Juan Carlos I com o general Jaime Milans del Bosch após o golpe de Estado de 23 de fevereiro e antes da realização do julgamento, com o objetivo de que “a Coroa não saísse prejudicada do processo”.
Isso consta em um dos documentos publicados pelo governo e elaborados pelo então serviço secreto, datado de 5 de fevereiro de 1982, ou seja, dias antes do início do processo contra os golpistas, em 19 de fevereiro, consultado pela Europa Press.
Nele, fala-se de “algumas entrevistas confidenciais e sigilosas de Sua Majestade o Rei com os principais responsáveis pela tentativa de ‘golpe de Estado’”, com base em informações de “alguns núcleos qualificados de opinião cantábrica e até mesmo em ambientes militares da capital”.
Especificamente, indica-se que “alguém muito importante da Casa Real”, que não é identificado, teria se entrevistado com o general Alfonso Armada, “matizando com ele comportamentos relativos à audiência oral do processo”.
No que diz respeito a Milans del Bosch, o documento especifica que “este exigiu que a entrevista fosse concretizada com a própria pessoa real”, ou seja, o Rei, “não admitindo intermediários nem elos inferiores”. Segundo o CESID, “em tais círculos de opinião, ASSEGURA-SE (sic) que, de facto, o Rei se reuniu confidencialmente com Milans del Bosch”.
O objetivo, especifica o documento, é que “acima de tudo, se pretende que a Coroa não saia prejudicada do processo e que, em todo caso, as tentativas nesse sentido não provenham dos principais réus e de reconhecida vocação monárquica”.
A FONTE NÃO SÃO “CABALLEREJOS” Assim sendo, o CESID sustenta neste documento confidencial que decidiram “elevar a conhecimento superior” estas informações com base no facto de que “os opinantes não são ‘caballerejos’ e alguns deles estão mesmo integrados no setor militar”, além de garantirem que “tais factos são verdadeiros”.
“Porque, se não forem verdadeiros, o rumor é grave, mas, em todo caso, se fossem de causalidade certa, também seriam graves as leviandades filtradas”. “Em todo caso, ratificamos que tudo o que foi mencionado acima não é um rumor “popular”, mas pertence a parcelas da opinião pública audíveis e quantitativamente restritas”, reforça o CESID.
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