Publicado 21/08/2026 03:58

O cerco a Qusra, na Cisjordânia, por colonos israelenses, já vai pelo décimo terceiro dia

Imagem de arquivo mostrando vários militares israelenses em Qusra, na Cisjordânia.
Europa Press/Contacto/Nasser ishatyeh

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

Vários grupos de colonos israelenses continuam, pelo décimo terceiro dia consecutivo, o cerco às residências da aldeia palestina de Qusra, na Cisjordânia, onde também estão mobilizadas as forças de segurança de Israel.

O prefeito de Qusra, Abdel Azim Wadi, alertou que tanto o Exército israelense quanto os colonos que se encontram na região continuam impedindo as famílias de entrar e sair de suas casas, especialmente em Ras al Ain.

Até o momento, uma das residências foi tomada pelas forças de segurança e transformada em posto militar, enquanto toda a aldeia foi declarada zona militar fechada, segundo informações da agência de notícias palestina WAFA.

Wadi denunciou que as famílias estão ficando sem alimentos e medicamentos devido às restrições impostas e à impossibilidade de receber suprimentos. Além disso, na quinta-feira, os militares destruíram móveis e outros pertences encontrados no prédio tomado.

A situação gerou críticas a nível internacional, e até mesmo o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, denunciou os “terroristas israelenses” que, há dias, vêm perseguindo famílias palestinas na localidade, uma zona crítica de violência por parte dos colonos e cercada por assentamentos e postos avançados ilegais.

A violência dos colonos israelenses contra os palestinos na Cisjordânia se intensificou nos últimos anos, ao mesmo tempo em que o Exército bombardeava a Faixa de Gaza. A comunidade internacional denunciou que os assentamentos são ilegais, inclusive segundo a legislação israelense, cujas autoridades se mostram indiferentes às ações que esses extremistas vêm cometendo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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