Publicado 04/05/2026 11:55

Cerca de trinta países concordam em compartilhar informações e coordenar esforços para conter a imigração ilegal

Foto de grupo durante a cúpula da Comunidade Política Europeia, realizada nesta segunda-feira na Armênia
ALEXANDROS MICHAILIDIS

BRUXELAS 4 maio (EUROPA PRESS) -

Cerca de trinta países europeus, reunidos na cúpula da Comunidade Política Europeia realizada nesta segunda-feira na Armênia, concordaram em compartilhar informações atualizadas sobre movimentos migratórios para se antecipar a crises como a de 2015, diante do aumento dos deslocamentos em consequência das guerras no Sudão, no Chifre da África e no Oriente Médio.

O acordo, que amplia o assinado na edição anterior desta cúpula, realizada na Dinamarca em outubro de 2025, incorpora pela primeira vez um mecanismo de vigilância e monitoramento conjunto, bem como medidas específicas contra as redes de tráfico de pessoas e uma maior coordenação com organismos internacionais como o ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações.

Entre os signatários figuram um total de 33 países, como Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Portugal, Suíça ou Grécia, de acordo com um comunicado conjunto divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A Espanha, no entanto, não figura entre os países signatários do acordo.

Na última cúpula de Copenhague, um primeiro grupo de 16 países concordou com a necessidade de apoiar-se mutuamente em seus esforços na luta contra o tráfico de pessoas, para acelerar o retorno dos migrantes aos seus países de origem ou na gestão eficaz da migração na origem, entre outros assuntos.

“Este ano, diante do importante deslocamento populacional no Sudão, no Chifre da África e em grande parte do Oriente Médio, essas prioridades continuam tão vitais como sempre e, com base também nas lições aprendidas com a crise migratória de 2015 e para evitar uma situação semelhante no futuro, os líderes concordaram com a melhor maneira de se preparar e coordenar os esforços”, diz o texto, agora com o apoio de mais países.

Entre as novidades do acordo figura um sistema para que os países compartilhem informações e monitoramento atualizados, a fim de oferecer o melhor apoio possível à preparação e a uma resposta coordenada. Eles também reforçaram seu compromisso de combater as cadeias de abastecimento das redes de tráfico, incluindo sanções não apenas contra os traficantes, mas também contra aqueles que lhes prestam apoio logístico e financeiro.

O texto ressalta ainda a necessidade de celebrar novos acordos de retorno com países de origem e de trânsito, combinando “todos os mecanismos, políticas e instrumentos diplomáticos” para agilizar os retornos e reduzir a pressão sobre os sistemas nacionais de asilo.

Os líderes também colocaram o foco na assistência humanitária como ferramenta preventiva, apostando em intervenções destinadas a conter os fluxos na origem, em colaboração com organismos como o ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações.

Além disso, eles destacaram a necessidade de identificar oportunidades para “intervenções específicas” que ajudem quem precisa e dissuadam os fluxos na origem, além de garantir que as leis nacionais e internacionais “estejam protegidas contra abusos”, para que “a assistência possa ser direcionada a quem precisa”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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