Europa Press/Contacto/Wiktor Szymanowicz
MADRID 11 maio (EUROPA PRESS) -
Cerca de trinta deputados trabalhistas aderiram nas últimas horas ao pedido de renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, após o fracasso do partido nas eleições locais da última quinta-feira, nas quais o partido de extrema direita Reform, liderado por Nigel Farage, ganhou terreno, embora, por enquanto, o líder britânico tenha rejeitado sua saída, insistindo que isso apenas aprofundaria o “caos” político no país.
De acordo com a contagem da emissora britânica Sky News, um total de 37 deputados trabalhistas no Parlamento britânico exigiram um plano para uma saída ordenada de Starmer, o que provocaria, por sua vez, uma mudança na liderança do Executivo britânico. Para ser aprovada, qualquer iniciativa para destituir Starmer como líder trabalhista precisa obter o apoio de 81 membros do Parlamento.
Entre os últimos dirigentes trabalhistas que defendem a saída de Starmer está Paulette Hamilton, representante do distrito eleitoral de Birmingham, tradicional reduto trabalhista onde o Partido Trabalhista passou de 65 vereadores para apenas 17 nas últimas eleições. “Precisamos de uma transição ordenada e temos que elaborar um plano. Starmer deve se encarregar disso, sobre quando vai renunciar e quando essa transição será realizada”, afirmou ela, insistindo que o povo britânico “já se pronunciou”.
Na mesma linha, David Smith, deputado pelo distrito eleitoral de North Northumberland, no norte da Inglaterra, assinalou, após o discurso de Starmer no qual este rejeitou sua renúncia, que considera o primeiro-ministro um homem “íntegro”, mas pediu-lhe um “calendário claro” para sua saída. “Esta deve ser ordenada e digna; pelo próprio primeiro-ministro, pelo governo, mas acima de tudo pelo bem do país”, declarou.
Por sua vez, Bell Ribeiro-Addy, eleita pelo distrito eleitoral londrino de Clapham e Brixton Hill, insistiu que Starmer “não tem um plano credível”, razão pela qual insistiu que ele estabeleça um prazo para sua saída como líder do partido e do Executivo britânico. "O processo para substituí-lo não deve ser uma coroação", enfatizou, apontando a necessidade de um processo interno no seio do Partido Trabalhista.
Starmer reconheceu nesta segunda-feira a “frustração” em relação à sua figura após os maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições municipais da última quinta-feira, embora tenha voltado a rejeitar sua renúncia, apostando em reverter a situação, após enfatizar que sua saída apenas “mergulharia o Reino Unido no caos”.
“Não vou esconder o fato de que tenho detratores, inclusive dentro do meu próprio partido. E também não vou esconder o fato de que tenho que provar a eles que estão errados. E vou fazer isso”, afirmou o líder trabalhista, ressaltando que sua saída apenas aprofundaria “o caos” no qual, segundo ele, “os conservadores o afundaram repetidamente” com sucessivas mudanças na liderança desde 2019.
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