Publicado 01/01/2026 17:43

Cerca de 90 pessoas detidas nos protestos da Venezuela 2024 são libertadas

Archivo - Arquivo - 17 de agosto de 2024, Venezuela, Caracas: Manifestantes participam de um comício com bandeiras venezuelanas. A oposição havia convocado a manifestação para protestar contra o presidente Maduro após a eleição. Foto: Jeampier Arguinzones
Jeampier Arguinzones/dpa - Arquivo

MADRID 1 jan. (EUROPA PRESS) -

As autoridades venezuelanas confirmaram nesta quinta-feira a libertação de cerca de 90 pessoas que foram detidas durante os protestos contra o processo de eleição presidencial de julho de 2024, que deu a vitória a Nicolás Maduro, apesar das alegações de fraude por parte da oposição e de grande parte da comunidade internacional.

"No âmbito do trabalho conjunto com os órgãos do sistema de justiça, nas últimas horas houve 88 novas libertações da prisão por crimes cometidos no contexto de ações violentas de setores extremistas (após as eleições), com o objetivo de gerar desestabilização e desconsiderar a vontade soberana do povo venezuelano", diz um comunicado do Ministério do Poder Popular para o Serviço Prisional.

A pasta ministerial, por meio de seu perfil na rede social Instagram, explicou que "essas ações fazem parte do processo de revisão integral dos casos, instruído" pelo presidente do país latino-americano, Nicolás Maduro, pelo qual "o Estado venezuelano avalia cada situação individualmente e adota, de acordo com a lei, medidas cautelares, como parte de uma política de justiça com enfoque humanista e de preservação da paz".

Nesse sentido, ressaltou que, "apesar do contexto de cerco permanente contra a nação, o Estado venezuelano garante às pessoas privadas de liberdade tratamento digno, respeito aos seus direitos humanos e atendimento integral, reafirmando o compromisso do Governo Bolivariano de atuar em defesa da estabilidade, da justiça social e da soberania nacional".

Anteriormente, várias ONGs, incluindo o Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos, haviam indicado que "87 presos políticos no contexto pós-eleitoral" haviam sido libertados da prisão de Tcorón, no estado de Aragua, onde "estima-se que outros 89 presos políticos ainda estejam detidos".

"Ainda estamos aguardando outras confirmações. Cada libertação é uma vitória, mas a repressão continua. A maioria dos presos políticos ainda está atrás das grades, e a luta pela liberdade total não vai parar até que todos estejam livres", disse o comitê em uma mensagem em seu perfil no X.

Na semana passada, coincidindo com o dia de Natal, as autoridades venezuelanas libertaram outras 70 pessoas que haviam sido detidas nas mesmas condições. Atualmente, de acordo com o Foro Penal, cerca de 900 pessoas permanecem detidas por motivos políticos na Venezuela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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