Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
Cerca de 49 mil pessoas cruzaram nesta quinta-feira, 30 de julho, de Marrocos para Ceuta de forma irregular, segundo as primeiras estimativas do Departamento de Segurança Nacional (DSN), e 19 pessoas morreram afogadas ao tentar chegar à costa da cidade autônoma.
Embora o governo ainda não tenha divulgado dados oficiais sobre os migrantes que entraram em território nacional após a chegada em massa que começou nesta quinta-feira e se prolongou ao longo do dia, o DSN, órgão subordinado ao Ministério da Presidência, registrou esse número em um documento publicado na manhã desta sexta-feira e posteriormente removido.
A Guarda Civil resgatou os corpos de 19 migrantes que se afogaram no mar enquanto tentavam chegar à praia após contornarem a nado o quebra-mar de El Tarajal.
Nesta sexta-feira, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, e o ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, encontram-se em Ceuta, onde se reunirão com o presidente da cidade, Juan Jesús Vivas (PP), e com os responsáveis pela Polícia Nacional e pela Guarda Civil, e farão a primeira declaração desde o início da crise migratória.
Até o momento, o Governo garantiu que chegou a um acordo com o Marrocos para a repatriação “o mais rápido possível” de todos os migrantes que cruzaram para o território espanhol de forma irregular.
Tanto o Marrocos quanto a Espanha afirmam que estão colaborando e atribuem a entrada em massa às organizações criminosas de tráfico de pessoas e à recente decisão do Supremo Tribunal, que proíbe o “repatriamento imediato” das pessoas que chegam a nado a Ceuta e Melilla.
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