MADRID 11 out. (EUROPA PRESS) -
Cerca de 400 mil pessoas se reuniram neste sábado na renomeada Praça dos Reféns, em Tel Aviv, para celebrar o acordo de cessar-fogo e a troca de reféns israelenses e prisioneiros palestinos, acompanhados nesta ocasião pelo enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e sua esposa, Ivanka Trump.
Witkoff tomou a palavra para agradecer a Trump, Kushner, aos líderes árabes e muçulmanos, ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu - que foi vaiado pela plateia - e às famílias dos reféns por seu envolvimento na obtenção do acordo que está em andamento.
"Sonhei com esta noite por muito tempo. Esta é a visão mais poderosa. Os corações batem como um só reunidos aqui em Tel Aviv pela paz, pela unidade e pela esperança deste lugar sagrado que chamamos de Praça dos Reféns. Eu só queria que o presidente estivesse aqui", disse Witkoff.
O enviado especial garantiu que Trump "é um homem humanitário, com um espírito indomável". "Todos nós temos uma dívida com o presidente Trump. No pior dos momentos, ele se recusou a aceitar que a paz no Oriente Médio estava fora do nosso alcance. Ele uniu países divididos por gerações de conflitos e nos mostrou que a paz é mais forte do que a dor. Ele mostrou ao mundo que a força e a paz andam de mãos dadas. Elas não são opostas, mas parceiras", enfatizou.
"Esta noite, estamos aqui unidos, judeus, cristãos e muçulmanos, com um objetivo comum. Esta noite celebramos algo extraordinário. É a prova viva de que milagres existem", enfatizou.
Witkoff enfatizou que essa é "uma paz que não nasce da política, mas da coragem, a coragem daqueles que se recusam a desistir". "Este momento foi possível graças à dedicação incansável de líderes que não descansaram até que o mundo pudesse ver o que poderia ser alcançado. Um deles está aqui comigo, Jared Kushner", disse ele.
Ele também mencionou Netanyahu, cujo nome foi recebido com vaias. "Estive nas trincheiras com o primeiro-ministro. Acreditem em mim. Isso tem sido muito importante", argumentou.
Ele também se referiu aos líderes locais, como o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, e às famílias dos reféns, que "carregaram o fardo moral desta nação". "Nossos irmãos e irmãs estão voltando para casa", proclamou ele.
Por fim, ele se referiu à "memória abençoada" dos soldados israelenses que morreram "em defesa deste país, Israel, e em defesa da paz". "Seu sacrifício nunca será esquecido. Eles não serão lembrados apenas com tristeza, mas com a esperança de um futuro sem medo.
"Deus os abençoe. Deus abençoe os Estados Unidos da América e Deus abençoe Donald J. Trump, o maior presidente que o mundo já viu", acrescentou.
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