MINISTERIO DEL INTERIOR DE TURQUÍA - Arquivo
MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança turcas detiveram na quarta-feira cerca de 170 pessoas em mais de 40 províncias do país por supostamente estarem ligadas ao influente clérigo Fethullah Gulen, que as autoridades acusam de estar por trás da tentativa de golpe de 2016.
O ministro do Interior do país, Ali Yerlikaya, disse que um total de 169 pessoas foram presas em 42 províncias como parte de uma grande operação contra membros da organização de Gulen. Todas elas são suspeitas de atividades ligadas à organização, conhecida como FETO pelo governo e Hizmet por seus seguidores.
As prisões foram o resultado de investigações realizadas por várias instituições e entidades do governo turco, conforme explicou o ministro, que também apreendeu pistolas e rifles sem licença e grandes quantidades de liras turcas e outras moedas estrangeiras.
"Gostaria de parabenizar nossos governadores e promotores, que coordenaram as operações, bem como nossos heróicos policiais, que realizaram essas operações", disse ele em uma declaração nas mídias sociais.
"Continuaremos nossa luta contra aqueles que ameaçam a unidade e a solidariedade de nossa nação, a integridade de nosso estado e a paz e o bem-estar de nossos cidadãos", disse ele.
Gulen morreu em outubro de 2024, aos 83 anos, nos Estados Unidos, onde vivia desde 1999, após um exílio autoimposto devido a suas divergências com as autoridades turcas. O clérigo era um aliado do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, embora o relacionamento entre eles tenha se rompido depois que a polícia e os promotores abriram investigações em 2013 sobre a suposta corrupção de vários altos funcionários do governo.
As autoridades então acusaram pessoas do círculo de Gulen que trabalhavam nesses órgãos de agir sob suas ordens para iniciar esses casos, tensões que se reacenderam após a tentativa de golpe de 2016, que matou cerca de 250 pessoas e pela qual Erdogan culpou o clérigo, que negou qualquer envolvimento na tentativa fracassada de golpe.
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