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MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 127 palestinos morreram como resultado do bombardeio realizado pelo exército israelense desde a manhã de quinta-feira contra diferentes partes da Faixa de Gaza.
Fontes médicas confirmaram essa cifra ao jornal 'Filastin', vinculado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), apontando a cidade de Khan Yunis, no sul do enclave palestino, como a mais afetada pelos ataques aéreos das Forças de Defesa de Israel (IDF).
Como resultado do novo bombardeio, o Hospital Europeu de Gaza, localizado nessa cidade, ficou fora de serviço.
Também foram confirmadas mortes em Rafah, também no sul da Faixa, bem como na Cidade de Gaza e em outras cidades do norte, como Beit Lahia e Jabalia, onde pelo menos quinze pessoas foram mortas depois que projéteis atingiram um local de oração e uma clínica.
"A maioria delas eram mulheres e crianças", disseram testemunhas do ataque, que atingiu um centro médico e uma sala de oração no campo de Jabalia, relata 'Philastin', que também informa o último número de mortos, 115.
O bombardeio contínuo causou danos significativos não apenas à infraestrutura do centro, mas também às estradas de acesso e rodovias que levam a ele. Seu fechamento significa a interrupção de serviços especializados, como neurocirurgia, cirurgia torácica e cardiovascular e oftalmologia.
Israel intensificou seus ataques nas últimas semanas depois de romper unilateralmente o cessar-fogo em retaliação à suposta obstrução do Hamas às negociações com reféns.
Paralelamente, o governo israelense vem impedindo, há mais de dois meses, a entrega de ajuda essencial, que agora pretende administrar sem o controle das organizações humanitárias e dos escritórios da ONU.
Na quinta-feira, as autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, estimaram o número de mortos em 53.010 e o número de feridos em quase 120.000, como resultado da ofensiva lançada por Israel contra o enclave após os ataques de 7 de outubro de 2023.
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