Publicado 25/03/2026 13:42

Cerca de 1.100 mortos e mais de 3.000 feridos em ataques de Israel contra o Líbano desde o início de março

17 de março de 2026, Beirute, Líbano: Nuvens de fumaça se erguem após um ataque aéreo israelense no subúrbio sul de Beirute, um reduto do Hezbollah pró-iraniano. Mais de 900 pessoas morreram e 2.221 ficaram feridas nos ataques israelenses ao Líbano, de ac
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -

Cerca de 1.100 pessoas morreram e mais de 3.000 ficaram feridas devido aos ataques lançados por Israel contra o Líbano desde o início de março, dias após o início de sua ofensiva, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã, de acordo com um novo balanço das autoridades libanesas.

O Ministério da Saúde estimou em 1.094 o número de mortos e em 3.119 o de feridos, incluindo 22 mortos e 153 feridos nas últimas 24 horas. Os ataques de Israel mataram 121 menores e feriram outros 395 desde 2 de março, data em que o partido-milícia xiita libanês Hezbollah retomou o lançamento de projéteis contra território israelense, em retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Além disso, segundo dados do governo libanês, 42 profissionais de saúde morreram e outros 119 ficaram feridos; cerca de vinte postos de atendimento foram alvo de ataques israelenses, enquanto cinco hospitais foram obrigados a fechar pela mesma causa, somando-se a isso mais de um milhão de pessoas deslocadas.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou nesta terça-feira que as ordens de evacuação emitidas pelo Exército de Israel “abrangem 14% do território libanês e provocaram o deslocamento de um em cada cinco habitantes do país”. “Mesmo em zonas fora das áreas designadas como zonas de evacuação, incluindo partes de Beirute e do sul do país, a população vive sob a ameaça constante de ataques aéreos e com drones”, lamentou em um comunicado.

Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

Nesta quarta-feira, o partido-milícia xiita enfatizou que negociar com Israel enquanto este mantém sua ofensiva contra o Líbano equivaleria a “uma rendição”, rejeitando assim a iniciativa do presidente libanês, Joseph Aoun, de iniciar um processo de conversações com o país vizinho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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