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MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O candidato do partido governista às eleições presidenciais da Colômbia, Iván Cepeda, reconheceu nesta segunda-feira que não há “evidências” sobre supostas irregularidades no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas na véspera, que apontou como vencedor provisório o candidato de extrema direita, Abelardo de la Espriella.
“Procedemos às verificações necessárias e, até o momento (...) não encontramos evidências de fatos que tenham dimensão ou gravidade suficientes para justificar uma declaração sobre eventuais irregularidades”, declarou durante uma coletiva de imprensa sem perguntas.
Cepeda, que se apresentou como “uma pessoa séria e transparente”, proferiu essas palavras depois que o “dispositivo” de controle e verificação de resultados esteve “trabalhando intensamente” após o fechamento das seções eleitorais.
O candidato, que na véspera denunciou um suposto “desfasamento eleitoral”, defendeu essa matização de suas declarações. "Os antecedentes que se apresentaram em outras eleições e (...) as dificuldades que tivemos neste processo eleitoral motivaram nossa afirmação de que, até que seja realizada uma apuração pelas comissões designadas para isso, não nos pronunciaremos sobre os resultados", afirmou.
Essa mudança de Cepeda ocorre após ele ter endossado as declarações do presidente Gustavo Petro, que denunciou que o censo “do software dos irmãos Bautista (proprietários da empresa Thomas Greg & Sons, envolvida no processo) conta com 800.000 pessoas a mais” do que deveria.
De acordo com os resultados divulgados pelo Registro Eleitoral da Colômbia, De la Espriella disputará a Presidência da Colômbia com Cepeda em um segundo turno que ocorrerá no próximo dia 21 de junho, após ter obtido 43,73% dos votos, contra o candidato do Pacto Histórico, que conquistou 40,91% dos votos.
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