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MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O ex-candidato à presidência Iván Cepeda voltou a exigir que o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, renuncie à sua cidadania norte-americana, a poucos dias de sua posse nesta semana, para que “possa ser reconhecido como chefe de Estado plenamente legítimo”.
“O cargo de chefe de Estado exige lealdade exclusiva e inequívoca à nação colombiana e à sua soberania”, enfatizou Cepeda em uma mensagem nas redes sociais, na qual explicou que essa dupla nacionalidade do presidente eleito “constitui um impedimento que só pode ser sanado com sua renúncia”.
Por outro lado, Cepeda também respondeu às críticas que De la Espriella lançou na véspera contra a “desobediência civil pacífica” que a esquerda colombiana propôs para a próxima legislatura, começando inclusive com mobilizações durante sua posse em Cali.
Cepeda ressaltou que não permitirão que sejam impedidos de exercer “o direito democrático” de que dispõe a oposição e reiterou que as marchas previstas em Barranquilla, Cali ou Bogotá serão “uma expressão pacífica de desobediência civil e soberania popular”.
“Defenderemos as transformações sociais realizadas pelo nosso governo, assim como responderemos aos primeiros anúncios feitos pelo novo governo contra os direitos da população”, afirmou Cepeda, que exercerá o cargo de senador durante a próxima legislatura.
“Soberania nacional, legitimidade política dos poderes públicos e direitos sociais, não serão tocados (...) nem sua linguagem autoritária, nem suas tentativas de intimidação, nem a possibilidade de decretar o estado de comoção interna nos levarão a aceitar com resignação qualquer forma de submissão da Colômbia aos interesses de uma potência estrangeira”, advertiu.
“A independência nacional é um dever democrático e um compromisso inalienável. Rejeitamos categoricamente qualquer tentativa de confundir a mobilização cidadã e a ação política em democracia com o terrorismo. Essa equiparação constitui um perigo para as liberdades públicas”, afirmou Cepeda.
Nesse sentido, o ex-candidato do partido governista nas últimas eleições reiterou mais uma vez sua rejeição “sem qualquer ambiguidade” à violência armada. “Nossa luta é profundamente pacífica, decidida, mas sempre dentro dos princípios da democracia”, ressaltou.
“O Pacto Histórico continuará ao lado do povo na defesa de seus direitos, das conquistas sociais alcançadas nos últimos quatro anos e da preservação da dignidade, da democracia e da soberania da Colômbia”, concluiu.
Abelardo de la Espriella assumirá finalmente o cargo de presidente da Colômbia nesta sexta-feira, 7 de agosto, na Universidade Santiago de Cali, depois de ter proposto realizar a cerimônia em uma base militar, rompendo assim com a tradição de realizá-la na Praça de Bolívar ou no Congresso, em Bogotá.
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