Publicado 10/06/2026 13:05

Cepeda propõe rever a política de paz de Petro e descarta dialogar com grupos armados que continuem atacando

O candidato considera fundamental concluir a implementação dos acordos de 2016

4 de junho de 2026, Bogotá, Distrito Capital de Bogotá, Colômbia: O candidato presidencial de esquerda colombiano Iván Cepeda e sua vice, Aida Quilcue, recebem o apoio de torcedores de futebol durante o segundo turno das eleições presidenciais, em 4 de ju
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros

MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -

O candidato do partido governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, propôs nesta quarta-feira uma revisão das políticas de paz e fechou as portas para o diálogo com os grupos armados que continuam atacando a população civil.

Cepeda reconheceu, em entrevista à Caracol Radio, que as políticas de paz total do atual governo, nas quais ele participou da elaboração, apresentaram “lacunas, equívocos e erros”, que devem ser avaliados.

Entre as mudanças propostas está a elaboração de uma nova lei para levar à Justiça os grupos armados que não tenham status político, como é o caso das guerrilhas do Exército de Libertação Nacional (ELN) ou das já dissolvidas FARC, o que implica fortalecer as instituições judiciais.

No caso do ELN, com quem diferentes governos — incluindo o atual — tentaram negociar nas últimas três décadas, Cepeda acredita que ainda é possível um acordo, embora isso dependa de a guerrilha se submeter às condições estabelecidas pelas autoridades.

Atualmente, a mesa de negociação com o ELN está suspensa depois que o presidente Gustavo Petro se levantou no início de 2025 em protesto contra a violência atribuída a essa guerrilha em sua disputa com as dissidências das FARC pelo controle do Catatumbo, que deixou dezenas de mortos e milhares de deslocados.

Nesse sentido, Cepeda defendeu que não é viável iniciar negociações com os grupos armados que continuam atacando de forma “cruel” a população civil e seus líderes sociais. “Não pode haver diálogo”, afirmou.

“Grupos armados que atacam a população civil de forma indiscriminada e cruel, utilizando métodos que resultam em atentados, mortes, massacres ou que atacam lideranças sociais, são grupos com os quais realmente vejo muita dificuldade em avançar em diálogos de paz”, concluiu.

Além disso, o candidato do Pacto Histórico reiterou que o Estado ainda tem o “compromisso” de aplicar os acordos de paz firmados em 2016 com as FARC, bem como uma dívida pendente com as comunidades mais afetadas pelo conflito armado, que já se prolonga há mais de 60 anos.

Para Cepeda, “é imprescindível” avançar na aplicação de acordos que não só representaram mudanças positivas para o país, mas que deveriam fazer parte de qualquer iniciativa de paz nos próximos anos.

No próximo dia 21 de junho será realizada a segunda volta das eleições presidenciais na Colômbia, após uma primeira volta em que saiu vitorioso o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella, com 43,7% dos votos, contra os 40,9% de apoio que Cepeda conseguiu angariar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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