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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O candidato do partido governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, anunciou nesta quinta-feira que apresentará uma denúncia criminal contra seu rival no segundo turno de 21 de junho, Abelardo de la Espriella, por crimes de financiamento do terrorismo devido a suas supostas ligações com grupos paramilitares.
Cepeda deu uma entrevista coletiva na qual anunciou que esta é “a primeira de várias ações” que planejam empreender contra o candidato da extrema direita e detalhou a relação que o une a líderes proeminentes das já dissolvidas Autodefensas Unidas da Colômbia (AUC), entre eles Salvatore Mancuso.
A denúncia será apresentada não apenas ao Ministério Público, mas também ao Tribunal Penal Internacional (TPI) pelos crimes de associação para a prática de crimes, financiamento do terrorismo e enriquecimento ilícito.
Assim, Cepeda expôs que De la Espriella teria tanto financiado quanto recebido fundos das AUC, por meio da Fundação Iniciativas pela Paz, da qual seu rival foi presidente e que participou do processo de desmobilização desse tipo de grupo armado durante o mandato do ex-presidente Álvaro Uribe.
“Ainda está por esclarecer se ele fez parte dessas estruturas”, afirmou o candidato do Pacto Histórico, que detalhou algumas das supostas relações que manteve com alguns dos chefes históricos das AUC, comprovadas nos depoimentos que estes prestaram em diferentes instituições judiciais.
“O senhor Salvatore Mancuso afirmou em diversas declarações que Abelardo de La Espriella era seu amigo e conhecido desde a infância, com quem manteve uma amizade por décadas”, enquanto “De la Espriella se referiu publicamente a Mancuso em termos extremamente elogiosos”, relatou.
“Ele disse que Mancuso empreendeu uma luta que nós, muitos dos cordobeses — e aqui o cito literalmente —, deveríamos ter empreendido, e que, se estivesse na mesma situação de Mancuso, teria feito praticamente o mesmo”, referiu.
Cepeda aprofundou-se em outros episódios nos quais De la Espriella teria se envolvido com outros líderes da AUC, como José Everth Veloza, conhecido como 'HH', Hugues Manuel Rodríguez, conhecido como 'Barbie', ou Carlos Mario Jiménez, conhecido como 'Macaco'.
O trabalho de De la Espriella como advogado também tem sido o centro do debate nesta campanha devido a algumas das figuras controversas que ele defendeu, entre elas personalidades ligadas às citadas AUC.
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