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MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O ex-candidato à presidência Iván Cepeda criticou nesta segunda-feira a recente decisão do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, de extinguir o cargo de alto comissário para a paz e o classificou como “o maior inimigo” que o país já teve nesse tipo de processo de reconciliação.
“De la Espriella é o maior inimigo da paz”, titula Cepeda em uma breve reação em suas redes sociais à notícia divulgada por seu rival, que também inclui a extinção de várias agências da Presidência, o que significa a redução de até 229 cargos e uma economia de 2,7 milhões de euros, segundo suas próprias estimativas.
Para Cepeda, essa decisão significa “acabar com a institucionalidade da paz” e ele ressaltou que a extinção dessa figura jurídica do alto comissário e dos acordos de paz de 2016 transformam Abelardo De la Espriella “no maior inimigo” que a Colômbia já teve em sua busca pela paz.
“Seus anúncios constituem a mais grave violação já cometida contra o direito à paz do povo colombiano, consagrado no artigo 22 de nossa Constituição”, enfatizou Cepeda.
FIM DE UMA FIGURA JURÍDICA QUE REMONTA A 2014
“O cargo de comissário para a paz chega ao fim porque não haverá mais processos de falsa paz”, anunciou De la Espriella, que adiantou que, durante seu mandato, priorizará a “segurança” do povo colombiano e o desmantelamento total do “sistema perverso de impunidade que reina neste momento”.
De la Espriella explicou que o comissário para a paz passará a ser o comissário para a segurança, que, juntamente com os ministros da Justiça e do Interior, será responsável por acabar com “toda a impunidade que se refugia na ilusão da falsa paz”.
O cargo de comissário para a paz foi criado formalmente em 1994, durante a presidência de Ernesto Samper, embora já houvesse iniciativas iniciais em andamento desde a década de 80 para se aproximar das guerrilhas. Seu papel foi especialmente determinante durante os acordos de paz com as FARC em 2016.
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