Diego Radamés - Europa Press
MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -
Centenas de pessoas reivindicaram o “não à guerra” em Madri neste sábado, diante da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e exigiram o fim “da escalada de destruição e morte” nas zonas afetadas.
O porta-voz da Assembleia Internacionalista “exigiu que se ponha um freio à escalada militarista” e reclamou “o embargo de armas ao Estado de Israel”, ao qual qualificou como “um dos principais atores nesta nova escalada armamentista”, conforme expressou em declarações à imprensa no início do protesto.
“Acreditamos que é uma escalada que precisa ser interrompida, que apenas nos leva a mais guerras, a uma escalada de destruição e morte que não faz sentido algum e que reflete apenas os interesses de uma minoria militarista que quer promover a guerra”, afirmou o porta-voz da organização durante o protesto.
Além disso, ele insistiu que “o ‘Não à guerra’ é um slogan que fica muito bem em crachás na hora de ir a um tapete vermelho ou a um festival, mas é preciso dotá-lo de conteúdo” e exigiu do governo “que sejam concretizadas ações e medidas que podem ser tomadas já, como, por exemplo, o embargo de armas ao Estado de Israel”.
Os manifestantes, munidos de bandeiras palestinas e cartazes com mensagens como “Não à guerra, não à OTAN”, “Espanha não é os EUA” ou “não ao rearmamento”, entre outras, partiram de Atocha pouco depois das 18h e marcharam até a Puerta del Sol, onde o protesto foi encerrado.
Durante o percurso, os participantes condenaram, por meio de cantos, as ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Um dos manifestantes afirmou em declarações à Europa Press que a política espanhola deveria “condenar totalmente Trump, assim como se condenaram os nazistas” e alertou que “estamos diante de um imperialista que faz o que bem entende”.
“Se tivéssemos um pouco mais de consciência de classe, se soubéssemos o que está em jogo, acredito que as pessoas pensariam que o que está sendo feito, o que Trump e os imperialistas americanos estão fazendo, não está certo”, acrescentou outra manifestante.
PODEMOS PEDE “TETO REAL” PARA ALIMENTOS, ENERGIA E COMBUSTÍVEIS
A manifestação contou com a presença da secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, e da secretária política do Podemos, Irene Montero, que alertou que o partido só apoiará no Congresso um decreto de medidas contra a guerra que inclua “um teto real para os preços dos alimentos, da energia e dos combustíveis, tornar o transporte gratuito e sair da OTAN”. "Caso contrário, se adotarem as medidas que o PP está propondo, entenderemos que estão buscando os votos do PP", insistiu.
Da mesma forma, Montero exigiu ao Executivo que a Espanha “saia da OTAN” e “retire os militares americanos de Rota e de Morón”, ao considerar que, enquanto a Espanha estiver nessa aliança militar, “está sendo cúmplice dos crimes de Trump e de Netanyahu”, como afirmou em declarações à imprensa no início do protesto.
“Nós nos mobilizamos porque sabemos que não podemos confiar no governo e acreditar que ele vai passar das palavras aos atos. Por isso, temos que construir um movimento forte, aberto e plural, capaz de traçar um caminho que não tenha medo de enfrentar os poderes econômicos e os interesses imperialistas, que aposte na solidariedade e na cooperação ativa entre as classes trabalhadoras de todo o mundo”, afirmaram ainda os organizadores no manifesto do protesto.
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