Publicado 22/12/2025 07:47

Centenas de membros da gangue MS-13 foram condenados a até 1.335 anos de prisão em El Salvador

Archivo - Arquivo - Soldados em El Salvador como parte da política de segurança contra gangues
Camilo Freedman/dpa - Arquivo

MADRID 22 dez. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público de El Salvador informou que 248 membros da gangue Masa Salvatrucha (MS-13) foram condenados a penas que somam 1.335 anos de prisão por diversos crimes cometidos entre 2014 e 2022 e que teriam deixado mais de 150 vítimas.

Entre os crimes cometidos durante esses oito anos estão 43 homicídios agravados, 42 desaparecimentos, três casos de feminicídio, 86 casos de extorsão, 29 casos de conspiração para cometer homicídio e mais de trinta crimes relacionados ao tráfico ilegal de drogas, conforme indicado pela entidade em um comunicado.

"As investigações mostraram que esses indivíduos criaram bases em diferentes setores, que foram usadas para planejar todos os atos criminosos nessa jurisdição, incluindo extorsão de dinheiro de vítimas que tinham negócios, exigindo diferentes quantias de dinheiro em troca de não atentarem contra suas vidas. Algumas pessoas tiveram que fechar seus negócios por medo das ameaças", disse ele.

Entre os crimes cometidos por esses membros da gangue estão o desaparecimento e assassinato dos irmãos Karen e Eduardo Guerrero Toledo e o desaparecimento e feminicídio da jogadora de futebol Claudia Jimena Granados, entre outros.

Essa medida "exemplar" imposta pelo sistema judiciário salvadorenho faz parte das fortes políticas promovidas pelo presidente do país, Nayib Bukele, contra as gangues, medidas que foram criticadas por grupos de direitos humanos.

Estima-se que mais de 90.000 pessoas tenham sido presas desde a implementação dessas políticas, com as quais Bukele busca reduzir o número de homicídios e outros crimes cometidos no país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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