Publicado 02/06/2025 09:13

A Catarroja promove um projeto pioneiro com o CSIC para reutilizar o lodo acumulado no porto pela dana

O município assinará um acordo para reutilizar os sedimentos e seu potencial como material de construção.

Visita do CSIC ao Porto de Catarroja
AYUNTAMIENTO DE CATARROJA

VALÈNCIA, 2 jun. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Municipal de Catarroja (Valência) assinará um acordo de colaboração com o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) para estudar se o lodo acumulado no porto pelo dana de 29 de outubro pode ter uma segunda vida como material de construção.

Enquanto o Ministério da Agricultura, por meio da empresa pública Tragsa, está dragando o Porto de Catarroja, o conselho municipal, em colaboração com o CSIC e empresas do setor de construção, lançou esse projeto piloto inovador.

A iniciativa nasceu no âmbito da rede do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, da qual o Conselho Municipal de Catarroja é "parte ativa", conforme relatado pelo conselho em um comunicado. "Desde o primeiro momento, colocamos sobre a mesa o problema da iminente extração de lodo do canal do porto após o dana de outubro passado", disse a prefeita do município, Lorena Silvent.

A partir dessa situação, surgiu a proposta de analisar esse resíduo e "explorar sua possível reutilização como matéria-prima para a fabricação de materiais de construção, como pavimentação, azulejos ou argamassa". O CSIC está liderando o estudo técnico por meio de Félix López, PhD em Ciências Químicas, que explica que já foram coletadas amostras do lodo para determinar sua viabilidade como matéria-prima para produtos de construção.

Além dessa primeira análise, o projeto prevê um processo de validação em maior escala. "Vamos realizar testes com até 5.000 quilos de lodo. Se os resultados forem favoráveis, poderemos considerar um uso maciço com a colaboração de empresas do setor", acrescentou o cientista.

Uma dessas empresas é a empresa murciana Prefabricados de Hormigón Montalbán y Rodríguez, cujo gerente geral, José Francisco Alarcón, valoriza o potencial do projeto: "Trabalhamos com resíduos de demolição e agora vamos estudar se esse lodo pode ser incorporado à nossa produção, após triagem e seleção adequadas".

Essa abordagem inovadora se soma aos "esforços do CSIC para oferecer soluções baseadas em conhecimento científico para lidar com as consequências de fenômenos extremos, como a dana". "Não se trata apenas de gerenciar resíduos: estamos explorando como transformar um problema em uma oportunidade por meio da ciência", disse López.

Além do valor ambiental e científico, o projeto tem uma "dimensão estratégica" para o município, pois permite "acelerar" a remoção da lama que obstrui a oxigenação da água no porto e usá-la como um recurso em vez de considerá-la um resíduo.

ALBUFERA

"Essa é uma maneira concreta de ajudar a Albufera e continuar avançando em nosso compromisso com sua proteção", acrescentou Silvent, que lembrou que a declaração do parque como reserva da biosfera está sendo promovida "e isso significa agir em nível municipal com ações que preservam e melhoram o equilíbrio ecológico".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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