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Doha se refere a informações “divulgadas por partes que tentam sabotar o acordo e os esforços diplomáticos”
MADRID, 26 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Catar negou nesta terça-feira ter “oferecido” ao Irã 12 bilhões de dólares (cerca de 10,3 bilhões de euros) para conseguir um acordo de paz com os Estados Unidos que ponha fim à guerra aberta no Oriente Médio, causada pela ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelas forças americanas e israelenses contra o país asiático.
“As informações que sugerem que o Catar ‘ofereceu’ 12 bilhões de dólares ao Irã para chegar a um acordo simplesmente não são verdadeiras e são divulgadas por partes que tentam sabotar o acordo e minar os esforços diplomáticos para uma desescalada e a estabilidade regional”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Mayed al Ansari.
Assim, ele ressaltou em uma mensagem nas redes sociais que “o papel diplomático do Catar, em coordenação com seus parceiros regionais, está bem estabelecido e documentado publicamente”, por isso destacou que “tais narrativas não passam de tentativas desesperadas de manchar a reputação do Catar como facilitador de paz confiável em nível internacional”.
As informações desmentidas por Doha foram publicadas no domingo pelo Iran International, um portal que o Irã acusa de manter laços com Israel, em vista de uma visita de uma delegação de alto nível de Teerã ao Catar para abordar as negociações com os Estados Unidos, que contam com o Paquistão como principal mediador.
Fontes citadas pelo referido meio de comunicação indicaram que os negociadores iranianos haviam exigido do Catar a liberação de US$ 12 bilhões em bens congelados no país como condição prévia para se chegar a um acordo com os Estados Unidos, após as informações sobre avanços no processo de negociações nos últimos dias.
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