MADRID, 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo do Catar negou categoricamente ter capturado três pilotos de caça iranianos, conforme havia sido denunciado nesta manhã pelo Exército iraniano, mas confirmou a descoberta dos restos mortais de um quarto militar iraniano que, presumivelmente, fazia parte de uma missão de bombardeio ocorrida em março contra uma base militar do Catar com presença norte-americana.
“Rejeitamos categoricamente essas informações sobre uma detenção e declaramos nossa surpresa com esse tipo de declaração, que induz ao engano e ocorre em meio aos esforços para diminuir as tensões na região”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al Ansari, nas redes sociais.
Al Ansari relata que o Catar conseguiu estabelecer contato com os quatro pilotos (segundo o Irã, a bordo de dois aviões Sukhoi Su-24 que haviam acabado de atacar a base), tentou se comunicar com eles “sem obter resposta” e tomou “as medidas necessárias para defender o território, em conformidade com o direito internacional”.
O porta-voz não chega a afirmar abertamente que o Catar abateu ambas as aeronaves, mas, no último dia 2 de março, o Ministério da Defesa do Catar informou que havia atingido dois caças iranianos. O porta-voz afirma que as equipes de busca e resgate do país, “que possuem experiência e capacidades de nível mundial, cumpriram ao máximo suas obrigações na busca pelos restos mortais dos pilotos”.
Al Ansari confirmou que as equipes encontraram os restos mortais de um dos pilotos e garantiu que “o Estado do Catar também entrou em contato com a parte iraniana para coordenar a entrega dos restos mortais de um dos pilotos que foi encontrado, em conformidade com as disposições pertinentes do direito internacional humanitário”.
“O Catar também convidou uma equipe iraniana a visitar o país para ser informada sobre os detalhes das operações de busca e resgate em abril, mas a parte iraniana ainda não respondeu ao convite”, concluiu.
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