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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Catar afirmaram nesta terça-feira que esperam que o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã sirva para reabrir o Estreito de Ormuz, restabeleça o comércio de gás natural liquefeito e conduza a negociações frutíferas entre as partes para um acordo definitivo que garanta a estabilidade na região.
Em declarações à imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Mayed al Ansari, destacou que Doha espera que o memorando entre Washington e Teerã "ajude a reabrir a navegação no Estreito de Ormuz" e que o Catar "possa continuar fornecendo gás natural liquefeito".
“Agora estamos no caminho certo rumo à segurança regional. É claro que há muitos desafios pela frente, mas vamos encarar isso como um momento para permitir um certo otimismo”, afirmou, ao mesmo tempo em que confirmou que o Catar, que participou do trabalho de mediação com o Irã, estará presente na assinatura em Genebra nesta sexta-feira.
Segundo ele, o acordo bilateral deve ser seguido por “um diálogo regional” como parte das negociações com Teerã. “Há grande necessidade de diálogo e de acordos sobre como garantir a segurança da nossa região”, acrescentou, insistindo que os elementos-chave são a reabertura de Ormuz, a segurança regional e a não agressão, “bem como relações de boa vizinhança entre esta região e o Irã”.
“É claro que estamos falando do programa nuclear, mas também de outras questões relacionadas a grupos proxy, mísseis e outros assuntos que têm desempenhado um papel de destaque na região há décadas”, enfatizou o porta-voz do Catar em declarações divulgadas pela emissora de televisão catariana Al Jazeera, sobre o cerne das negociações com o Irã, reconhecendo que são questões que “não serão resolvidas em poucos dias”.
Al Ansari elogiou em todos os momentos o papel do Paquistão, destacando que ele permitiu “chegar a este ponto” e ressaltando que “continuará atuando como mediador principal” nas próximas semanas, uma vez que se espera que agora os Estados Unidos e o Irã iniciem negociações centradas na questão nuclear com prazo de 60 dias.
Quanto às obrigações do acordo, o Catar negou que fundos do país estejam sendo usados para o pacote de reconstrução do Irã, que, de qualquer forma, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeita que faça parte do pacto.
Segundo afirmou o chefe da Casa Branca em declarações na França, onde participa da reunião dos líderes do G7, os Estados Unidos não assumiram o compromisso de investir dinheiro no Irã. “Não temos nenhuma obrigação”, argumentou. “Nós não pagamos por isso como fez (o presidente) Barack Obama. Ele pagou bilhões de dólares. Foi uma loucura”, acrescentou Trump.
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