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MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Catar declarou “persona non grata” os agregados militar e de segurança da Embaixada iraniana, bem como todo o pessoal que trabalha nessas instalações, horas após o ataque com mísseis contra o complexo de gás natural liquefeito de Ras Laffan, a 80 quilômetros ao norte de Doha.
“O Ministério das Relações Exteriores entregou um memorando oficial à Embaixada do Irã indicando que o Estado do Catar considera tanto o adido militar quanto o adido de segurança da Embaixada, além dos funcionários de ambos os adidos, como pessoas indesejáveis, e solicita que abandonem o território em um prazo máximo de 24 horas”, indicou em um comunicado.
O diretor do Departamento de Protocolo do Ministério, Ibrahim Yusef Fajro, comunicou ao embaixador iraniano no Catar, Ali Abadi, que a medida responde à “brutal agressão iraniana” contra o Catar por violar sua soberania e segurança, e em virtude dos princípios consagrados no Direito Internacional, bem como da resolução 2817 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Se a parte iraniana continuar com essa atitude hostil, o Estado do Catar tomará medidas adicionais para garantir a proteção de sua soberania, segurança e interesses nacionais”, afirmou, reiterando que “se reserva o direito de adotar as medidas necessárias” para proteger sua soberania em virtude do Direito Internacional.
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