MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Catar condenaram nesta sexta-feira o bombardeio perpetrado pelo Irã contra uma importante base militar dos Estados Unidos nos arredores de Doha, ressaltando que a República Islâmica “é responsável pelos ataques e pelas consequências que deles decorram”.
“O Estado do Catar condena veementemente os novos ataques perpetrados pelo Irã contra seu território, bem como contra os territórios da Jordânia, do Bahrein e do Kuwait, e os classifica como uma ‘violação flagrante’ da soberania e da integridade territorial dos países afetados”, indicou o Ministério das Relações Exteriores do Catar em uma mensagem nas redes sociais, na qual destacou a “grave violação” das normas internacionais que essa ação representa, reivindicada pela Guarda Revolucionária.
“O Catar considera o Irã plenamente responsável, nos termos do Direito Internacional, pelos ataques e por quaisquer consequências decorrentes deles”, ressaltou, indicando que o Catar se reserva “todo o direito de responder” com base na Carta das Nações Unidas.
Nesse sentido, o emirado, que atua como mediador entre os Estados Unidos e o Irã, alertou que a continuação dos ataques representa uma “grave escalada que poderia minar os esforços para conter as tensões regionais”, acrescentando que pode “enfraquecer as iniciativas políticas e diplomáticas destinadas a garantir a segurança e a estabilidade no Oriente Médio”.
Pouco antes, a Guarda Revolucionária do Irã assumiu a autoria do ataque contra a importante base militar utilizada pelos Estados Unidos. Segundo Teerã, o ataque destruiu “várias aeronaves estratégicas de reabastecimento”, informação que não foi detalhada pelo Catar.
Os bombardeios contra a base de Al Udeid visam “punir o agressor e o Exército dos Estados Unidos, responsável pelo assassinato de crianças”, segundo informou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB. As forças iranianas alertaram, após o ataque, que “o Exército dos Estados Unidos e aqueles que abrigam suas bases na região” arcarão com as consequências de “ultrapassar limites e atacar a população e a infraestrutura (no Irã)”.
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