JULIEN DELFOSSE / DPPI Media / AFP7 / Europa Press
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O Catar condenou “os maus-tratos infligidos pelo ministro da Segurança Nacional israelense”, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, a ativistas da frota para Gaza detidos pelas autoridades israelenses no porto de Ashdod após sua captura em águas internacionais, cujo tratamento “evidencia a magnitude das violações sofridas pelos palestinos”.
“O Estado do Catar condena os maus-tratos infligidos pelo ministro da Segurança Nacional israelense aos ativistas da Flotilha Global Sumud detidos pelas autoridades israelenses, qualificando esse ato de tratamento desumano e violação flagrante do Direito Internacional Humanitário”, afirma um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar.
Da mesma forma, o ministério destacou que “os maus-tratos e abusos sofridos por ativistas de países que mantêm relações com Israel, à vista de todo o mundo, evidenciam a magnitude das violações sofridas pelos palestinos que vivem sob ocupação e apartheid há décadas”.
"As práticas dos membros do governo israelense não devem ser consideradas incidentes isolados (nem) fora de contexto", defendeu o serviço diplomático, que alegou que "tais ações demonstram uma conduta e uma política oficial israelense que não respeitam a dignidade humana e ignoram tanto o Direito Internacional quanto as reações da comunidade internacional".
Diante dessa conjuntura, o Ministério instou a comunidade internacional a “agir com urgência para deter as provocações israelenses e o tratamento desumano contra os ativistas detidos”, bem como “a libertá-los imediatamente e sem condições”.
Nesse sentido, e voltando a relacionar a atitude de Ben Gvir com as condições impostas aos palestinos, o Ministério destacou “a importância de responsabilizar a ocupação por seus crimes e violações persistentes contra o povo palestino, além de pôr fim às políticas de impunidade que fomentam a continuidade dessas práticas”.
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