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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Mohamed bin Abdulrahman al Thani, transmitiu ao ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, sua condenação aos ataques iranianos contra navios do Catar no Estreito de Ormuz, ressaltando que tanto o Irã quanto os Estados Unidos devem se comprometer com o diálogo e cumprir o acordo preliminar de junho, que estabelece uma trégua de 60 dias e a reabertura da estratégica rota marítima.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Catar informou sobre a conversa telefônica realizada nesta quarta-feira, na qual ambos abordaram a escalada militar entre Washington e Teerã nos últimos dois dias, em meio a um recrudescimento das tensões em torno de Ormuz.
“O primeiro-ministro expressou a condenação e a rejeição do Estado do Catar aos ataques dirigidos contra navios mercantes no Estreito de Ormuz, apesar do clima de calma e dos esforços realizados para reduzir a escalada na região”, indicou, lamentando que os bombardeios iranianos “minam a confiança, ameaçam a segurança marítima internacional e prejudicam os esforços para consolidar a segurança e a estabilidade regionais”.
Dessa forma, Al Thani exigiu que todas as partes “se comprometam com o diálogo e a diplomacia e cumpram o acordado no âmbito do memorando de entendimento”. Dessa forma, ele destacou que isso é fundamental para “manter a segurança regional, preservar os avanços alcançados e reforçar a estabilidade da região”.
O Catar enfatizou seu papel de mediador, insistindo em manter os esforços para conter a escalada e “alcançar um acordo abrangente que contribua para consolidar a segurança e a estabilidade e alcançar uma paz duradoura na região”.
Por parte do Irã, o Ministério das Relações Exteriores informou, em uma mensagem sucinta, sobre a ligação, ressaltando que ambos “trocaram pontos de vista sobre os acontecimentos regionais”.
“As partes destacaram a importância de utilizar a capacidade diplomática para abordar as questões regionais e de manter o contato e a coordenação para evitar a escalada das tensões na região”, afirmou Teerã sobre o contato com Doha.
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