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Doha continuará seu papel de mediador, mas lança dúvidas sobre a viabilidade das recentes negociações em Gaza
MADRID, 9 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Catar, Mohamed bin Abdulrahman al-Thani, descreveu o bombardeio realizado pelo exército israelense em Doha na terça-feira como "terrorismo de Estado" e advertiu que seu país se reserva o direito de responder ao ataque, que matou cinco membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e um policial do Catar.
"Hoje, o Estado do Catar foi alvo de um ataque das forças de ocupação israelenses que só pode ser explicado no contexto do terrorismo de Estado e tomará todas as medidas necessárias para responder", disse ele durante uma coletiva de imprensa na qual garantiu que sua prioridade é a segurança das pessoas que vivem em seu território.
Nesse sentido, ele indicou que a partir de quarta-feira eles trabalharão em "uma revisão exaustiva das políticas e medidas para garantir a resposta a esses atos e evitar sua repetição", enquanto uma equipe jurídica já foi formada para realizar "todos os procedimentos legais para responder a esse ataque".
Al-Thani reprovou as políticas do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu como parte das "tentativas contínuas de perturbar a segurança e a estabilidade regionais". Para ele, Netanyahu "levou a região a uma situação irreversível" ao violar a lei internacional.
Ele também lembrou que, momentos antes do ataque, as negociações para um cessar-fogo em Gaza estavam ocorrendo a pedido dos Estados Unidos. "O mundo precisa de uma mensagem mais clara do que essa? Quem está fechando a porta para a paz? A comunidade internacional precisa de uma mensagem mais clara sobre quem está destruindo a região?
Por outro lado, ele garantiu que os Estados Unidos avisaram sobre o ataque dez minutos depois de ele ter ocorrido. "Esse foi um ataque traiçoeiro, cem por cento, que não era conhecido até acontecer", declarou. Ao mesmo tempo, ele explicou que as defesas aéreas do Catar não conseguiram evitar o ataque, já que o exército israelense usou armas que não foram detectadas pelo radar.
Quanto aos seus esforços de mediação, que estão sendo realizados em conjunto com o Egito e os Estados Unidos, ele garantiu que "a diplomacia do Catar não se baseia nas ações de um Estado como Israel", mas na "estabilidade da região". "Isso só será alcançado por meio de soluções diplomáticas, não por meio de guerras e conflitos", concluiu.
Ele enfatizou que "a mediação na diplomacia do Catar é parte de sua identidade": "Nada nos impedirá de continuar a desempenhar esse papel em todas as questões que nos cercam na região para, em última instância, alcançar a estabilidade na região e para nosso povo". Apesar disso, ele reconheceu que, no que diz respeito às negociações atuais, ele não acredita que "haja algo válido no momento".
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