Publicado 14/01/2026 07:03

A Catalunha admite que o novo modelo de financiamento lhes beneficia, mas insiste que “todos ganham”.

Archivo - Arquivo - A secretária de Economia e Finanças da Catalunha, Alicia Romero, fala com a imprensa ao chegar à reunião do Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), no Ministério da Fazenda, em 17 de novembro de 2025, em Madri (Espanha). Duran
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

Salienta que as regiões governadas pelo PP ficam com “70% dos 21 bilhões” que o Ministério das Finanças incluirá na proposta MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -

A conselheira de Economia e Finanças da Generalitat da Catalunha, Alicia Romero (PSC), admitiu nesta quarta-feira que o novo modelo de financiamento beneficia a região porque ela vinha de uma situação de “subfinanciamento”, embora tenha enfatizado que, com a nova proposta, "todos ganham", pelo que negou que se trate de um acordo de "insolidariedade" ou "desigualdade".

Além disso, sublinhou que as regiões governadas pelo PP recebem “70% dos 21 mil milhões de euros” que o Tesouro propõe incluir no novo modelo, pelo que instou a formação liderada por Alberto Núñez Feijóo a explicar aos cidadãos “como vai renunciar” a estes recursos.

Assim o afirmou em declarações aos jornalistas antes de participar no Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), em Madri, onde a ministra da Fazenda, María Jesús Montero, explicou o novo modelo às comunidades autônomas, com medidas como o aumento da porcentagem de cessão aos territórios do IRPF, que passará de 50% para 55%, e do IVA de 50% para 56,5%.

“É verdade que há comunidades autônomas que saem um pouco mais beneficiadas porque vinham de um subfinanciamento, mas é um modelo em que todos ganham, um modelo muito mais justo e igualitário, e se virem os números, é muito evidente que é assim”, disse.

“Estamos felizes que hoje a vice-presidente nos apresente essa nova proposta, que melhora o financiamento não só da Catalunha, mas de todas as comunidades autônomas, e torna o sistema muito mais justo e equitativo”, expressou Romero, enfatizando que o sistema atual está “caducado há 13 ou 14 anos” e é “desigual” e “injusto”.

“RESPONSABILIDADE” PARA AS OUTRAS COMUNIDADES AUTÓNOMAS Romero exigiu “responsabilidade” das demais comunidades autónomas para que haja “um debate sereno e racional, com números sobre a mesa”, com o objetivo de “refletir” de maneira “sensata”.

“Atualmente, o modelo que temos gera uma distância entre a comunidade que mais recebe e a que menos recebe de 1.500 euros por habitante. O novo modelo reduz isso para 500 euros, portanto, é um modelo mais justo e mais equitativo”, argumentou.

Nesse sentido, deu como exemplo que a Extremadura recebe “1.000 euros a mais por habitante” do que Múrcia, para tentar equiparar as comunidades que estão “subfinanciadas”. Também mencionou a situação de Valência, que receberá “3,6 bilhões”, ou da Andaluzia, que chegará a 4,8 bilhões.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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