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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) inicia nesta segunda-feira as audiências da ação judicial movida contra Israel por 40 países e três organizações sobre a decisão israelense de proibir as atividades da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA).
No último ano, o governo israelense tomou várias medidas para impedir o trabalho da UNRWA, proibindo a agência da ONU de operar escritórios de representação, prestar serviços ou realizar atividades, tanto em Israel quanto nos territórios palestinos ocupados.
As audiências da CIJ durarão cinco dias, durante os quais a Organização Mundial Islâmica, a Liga Árabe e a União Africana, bem como todos os países envolvidos no caso, apresentarão seus argumentos, de acordo com uma declaração divulgada pelo próprio tribunal.
No entanto, as autoridades israelenses decidiram que não participarão dessas reuniões e o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, apresentará sua posição em uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira para a mídia estrangeira.
Na quarta-feira, será a vez dos Estados Unidos, que na última quinta-feira revogaram a imunidade da UNRWA como parte das Nações Unidas. Em um documento divulgado na ocasião, o Departamento de Justiça disse que a agência não se enquadra nesse escopo de proteção "porque não é um órgão subsidiário" da ONU, uma decisão que reverte uma posição de longa data em Washington que protegia a agência de responsabilidade civil e a isentava de ações judiciais.
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