Publicado 16/03/2026 10:31

A Casa Branca reitera que os aliados da OTAN devem “dar um passo à frente” e ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz

11 de março de 2026, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres ao lado da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, antes de embarcar no Marine One no Jardim Sul da Casa Branca
Europa Press/Contacto/Mehmet Eser

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou nesta segunda-feira que os aliados da OTAN devem “dar um passo à frente” e “fazer mais” para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo.

“O presidente está conversando com nossos aliados na Europa e também com muitos de nossos parceiros no Golfo e no mundo árabe para incentivá-los a fazer mais e ajudar a abrir o Estreito de Ormuz”, afirmou a porta-voz presidencial em declarações à emissora americana Fox News, em linha com a mensagem de pressão de Donald Trump para que os aliados da Aliança Atlântica cooperem para reabrir a passagem.

Leavitt insistiu, assim, que os aliados de Washington “precisam dar um passo à frente”. “O presidente Trump tem sido muito direto com nossos amigos da OTAN há muito tempo. Ele conseguiu que aumentassem seus gastos com defesa para 5%, e agora está pedindo que façam a coisa certa porque, mais uma vez, os Estados Unidos estão liderando o caminho”, indicou.

Dessa forma, ele destacou que o futuro destacamento internacional em Ormuz servirá “não apenas para apoiar e proteger ativos e bases americanas”, “mas também para defender a Europa, o Oriente Médio e o resto do mundo” contra a possibilidade de o Irã “obter uma bomba nuclear”.

Na última semana, a atenção mundial voltou-se para o Estreito de Ormuz, onde o Irã lançou ataques contra navios cargueiros e petroleiros, o que, de fato, está limitando o tráfego nessa via estratégica para o comércio internacional. Essa zona foi palco dos últimos ataques lançados por Washington contra a estratégica ilha de Jark, por onde o Irã exporta 90% de seu petróleo bruto.

Nesse contexto, Trump alertou que a OTAN terá um “futuro muito sombrio” se os aliados não colaborarem para reabrir o Estreito de Ormuz, depois de enfatizar que países afetados pelo bloqueio dessa rota marítima, como China, Japão ou Coreia do Sul, além de aliados da OTAN como França ou Reino Unido, se envolvam em uma mobilização militar diante da “restrição artificial” imposta por Teerã. Diante das novas ameaças à OTAN, a organização lembrou que alguns aliados europeus já ofereceram ajuda para tentar desbloquear Ormuz. “Os aliados já deram um passo à frente para proporcionar segurança adicional no Mediterrâneo. Estamos cientes de que alguns aliados individuais estão conversando com os Estados Unidos e com outros sobre o que mais poderiam fazer, também no contexto da segurança no Estreito de Ormuz”, declarou um porta-voz da organização em comunicado enviado à imprensa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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