Publicado 06/08/2026 00:41

A Casa Branca nega que tenha havido um desentendimento entre Trump e Hegseth por causa de uma suposta ocultação da escassez de muniç

Archivo - Arquivo - 27 de maio de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, discursa ao lado do presidente dos EUA, Donald J. Trump, durante uma reunião do Gabinete na Sala do Gabinete da Casa Br
Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A Casa Branca negou que tenha ocorrido um desentendimento entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a quem o presidente teria repreendido, segundo o “The Washington Post”, por não ter sido informado corretamente sobre uma grave escassez de munição que ameaçaria limitar as opções militares na guerra contra o Irã.

“Eu estava em Camp David com o presidente Trump e o secretário Hegseth. Isso, literalmente, nunca aconteceu, e foi isso que dissemos ao ‘Washington Post’ em repetidas ocasiões”, declarou nas redes sociais a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que descreveu a notícia como uma “matéria de merda vendida a muitos meios de comunicação por alguém que, claramente, busca desacreditar o secretário” de Defesa.

Nesse contexto, ela afirmou, antes de classificar a notícia como “falsa”, que “infelizmente para eles, o presidente tem grande apreço pelo secretário e acredita que ele está fazendo um trabalho magnífico”.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também se pronunciou sobre o assunto e, citando a publicação de Leavitt, garantiu que o Departamento de Defesa transmitiu “o mesmo” ao referido jornal. “De qualquer forma, eles publicaram essa bobagem falsa baseada em fontes anônimas”, lamentou ele, descrevendo a matéria como uma “notícia falsa do início ao fim”.

Segundo o “The Washington Post”, que cita duas pessoas a par do encontro entre Trump e Hegseth em Camp David — um refúgio presidencial no estado de Maryland —, Trump teria manifestado frustração com Hegseth, exigindo explicações sobre por que aparentemente havia sido enganado a respeito de uma grave escassez de munições que atualmente ameaçaria limitar as opções militares contra o Irã.

A discussão ocorreu na última sexta-feira. Na ocasião, Trump expressou sua raiva a Hegseth, afirmando que acreditava que o problema das munições “já estava resolvido”, segundo as fontes citadas, que falaram sob condição de anonimato por medo de represálias, de acordo com o jornal.

Hegseth, por sua vez, teria se defendido e culpado, em vez disso, seu adjunto Stephen Feinberg, tanto pela escassez quanto por não ter garantido que Trump estivesse plenamente informado sobre o problema.

O secretário de Defesa foi um dos principais impulsionadores de uma ação militar contra o Irã, convencendo Trump de que seria uma vitória rápida e relativamente fácil, segundo vários funcionários citados pelo “Washington Post”, que relata, citando uma das fontes, que a escassez de munições —em especial de mísseis guiados de longo alcance e interceptores de defesa aérea— foi um dos motivos pelos quais o morador da Casa Branca desistiu de lançar novos ataques em massa contra o Irã nos últimos dias.

O magnata republicano declarou na segunda-feira que havia ordenado e, posteriormente, cancelado “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial”, na expectativa de novas negociações sobre o Estreito de Ormuz e após um suposto pedido da Arábia Saudita, entre outros países da região, bem como do Irã, que negou tal alegação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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