Europa Press/Contacto/Samuel Corum - Pool via CNP
MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca negou que tenha ocorrido um desentendimento entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a quem o presidente teria repreendido, segundo o “The Washington Post”, por não ter sido informado corretamente sobre uma grave escassez de munição que ameaçaria limitar as opções militares na guerra contra o Irã.
“Eu estava em Camp David com o presidente Trump e o secretário Hegseth. Isso, literalmente, nunca aconteceu, e foi isso que dissemos ao ‘Washington Post’ em repetidas ocasiões”, declarou nas redes sociais a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que descreveu a notícia como uma “matéria de merda vendida a muitos meios de comunicação por alguém que, claramente, busca desacreditar o secretário” de Defesa.
Nesse contexto, ela afirmou, antes de classificar a notícia como “falsa”, que “infelizmente para eles, o presidente tem grande apreço pelo secretário e acredita que ele está fazendo um trabalho magnífico”.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também se pronunciou sobre o assunto e, citando a publicação de Leavitt, garantiu que o Departamento de Defesa transmitiu “o mesmo” ao referido jornal. “De qualquer forma, eles publicaram essa bobagem falsa baseada em fontes anônimas”, lamentou ele, descrevendo a matéria como uma “notícia falsa do início ao fim”.
Segundo o “The Washington Post”, que cita duas pessoas a par do encontro entre Trump e Hegseth em Camp David — um refúgio presidencial no estado de Maryland —, Trump teria manifestado frustração com Hegseth, exigindo explicações sobre por que aparentemente havia sido enganado a respeito de uma grave escassez de munições que atualmente ameaçaria limitar as opções militares contra o Irã.
A discussão ocorreu na última sexta-feira. Na ocasião, Trump expressou sua raiva a Hegseth, afirmando que acreditava que o problema das munições “já estava resolvido”, segundo as fontes citadas, que falaram sob condição de anonimato por medo de represálias, de acordo com o jornal.
Hegseth, por sua vez, teria se defendido e culpado, em vez disso, seu adjunto Stephen Feinberg, tanto pela escassez quanto por não ter garantido que Trump estivesse plenamente informado sobre o problema.
O secretário de Defesa foi um dos principais impulsionadores de uma ação militar contra o Irã, convencendo Trump de que seria uma vitória rápida e relativamente fácil, segundo vários funcionários citados pelo “Washington Post”, que relata, citando uma das fontes, que a escassez de munições —em especial de mísseis guiados de longo alcance e interceptores de defesa aérea— foi um dos motivos pelos quais o morador da Casa Branca desistiu de lançar novos ataques em massa contra o Irã nos últimos dias.
O magnata republicano declarou na segunda-feira que havia ordenado e, posteriormente, cancelado “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial”, na expectativa de novas negociações sobre o Estreito de Ormuz e após um suposto pedido da Arábia Saudita, entre outros países da região, bem como do Irã, que negou tal alegação.
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