Liau Chung-Ren/ZUMA Wire/dpa - Arquivo
MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - A Casa Branca afirmou nesta terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende “em público e em privado” o caso de Jimmy Lai, empresário da mídia condenado pela Justiça de Hong Kong a 20 anos de prisão, uma questão que pode pairar sobre a visita do mandatário norte-americano a Pequim prevista para o mês de abril.
“Isso é algo que ouvi o presidente defender, tanto em público quanto em privado”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, quando questionada se o presidente americano levará o caso de Lai para sua próxima reunião com Xi.
Nesse sentido, ela afirmou que, no último encontro entre Trump e Xi na Coreia do Sul em outubro passado, no qual ela esteve presente, “esse assunto foi mencionado pelo próprio presidente”. “É importante para ele, e ele espera com interesse visitar a China em abril”, indicou Leavitt. A condenação do empresário de mídia representa um final “injusto e trágico” para seu caso, afirmou o Departamento de Estado americano, acusando diretamente Pequim de silenciar a oposição e pedindo às autoridades sua liberdade por razões humanitárias.
Segundo Washington, este caso evidencia que a China “está disposta a chegar a extremos extraordinários para silenciar aqueles que defendem as liberdades fundamentais em Hong Kong” e critica o fato de deixar de lado “os compromissos internacionais” assumidos na declaração conjunta com o Reino Unido de 1984, que estabelecia o status especial do enclave.
Lai foi condenado por conspiração para coludir com forças externas e por publicar publicações sediciosas, quase dois meses depois de ter sido declarado culpado de crimes que poderiam ter lhe rendido prisão perpétua.
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